Tag: gastronomia

10 comidas que têm origem diferente da que você imaginava

Existe um ditado popular que diz: “uma mentira repetida muitas vezes pode se tornar verdade”. Pode até parecer que é coisa da era da internet, com os textões de Facebook, Twitter ou Instagram, mas é assim desde a antiguidade, quando acontecimentos cotidianos – como as chuvas e tempestades – eram explicados por meio de histórias fantásticas sobre seres supremos.

Não existe uma data específica, mas podemos afirmar com certa segurança que não existe nada tão antigo quanto o chamado “telefone sem fio”. Desde o surgimento do homem, antes da invenção da escrita, as informações eram trocadas entre os grupos sociais, gerando mitos sobre todo tipo de assunto. Isso ainda ocorre nos dias de hoje, principalmente com a disseminação dos meios de comunicação, inclusive quando se fala em comida. Confira a nossa lista e se surpreenda com a origem de alguns pratos do nosso dia a dia.

1. Croissant

Prepare-se para a decepção: a origem do croissant não é francesa, mas sim austríaca. Idealizada no século XVII por padeiros da cidade de Viena, a iguaria era conhecida originalmente pelo nome Kipferl e foi criada a pedidos da imperatriz Eleonore, esposa de Leopoldo I, para comemorar o fim da invasão turca na região. Um século depois, Maria Antonieta levou a receita para a França, onde foi aperfeiçoada e rebatizada.

2. Biscoitos da sorte

Em 2008 o jornal americano The New York Times divulgou que o famoso biscoito da sorte dos restaurantes chineses é, na realidade, uma iguaria japonesa. No país, é possível encontrar um biscoito com mensagens espirituais em alguns templos budistas, chamado Senbei. Anos depois, o costume foi trazido para os Estados Unidos por imigrantes que se estabeleceram na região da Califórnia, onde se popularizou. Quem diria?

3. Lasanha

Quem tem sangue italiano geralmente adora uma lasanha, não é mesmo? Contudo, por mais que você adore (e quem não adora?) esse prato delicioso, ele não tem nada a ver com o país de seus antepassados. Historiadores encontraram uma comida muito similar no livro de receitas do cozinheiro do Rei Ricardo II, da Inglaterra, escrito em meados do século XIV. Contudo, há quem defenda que a lasanha seja ainda mais antiga que isso, afirmando que tanto o nome quanto a receita seriam originários da Grécia Antiga. Será? ;)

4. Chili

Muito comum nos cardápios de restaurantes mexicanos no mundo todo, chili é – na realidade – um prato criado em solo americano, mais precisamente no estado do Texas. No século XIX, a receita composta por carne seca, gordura, condimentos e pimenta chili já era a preferida de caubóis e aventureiros do Velho Oeste. Mais tarde, com a popularização no restante do país, surgiram as versões com feijão e tomate.

5. Ketchup

Símbolo da culinária americana e do fast food, o país de origem do ketchup não é os Estados Unidos, mas sim a China. Sua primeira versão foi um molho de peixe fermentado, feito a base das vísceras do animal em 300 anos a.C. Somente por volta de 1812 um cientista da Filadélfia chamado James Mease registrou a primeira receita de ketchup com tomates, mas a grande popularização do produto só aconteceu mais de 40 anos depois, com o lançamento do famoso ketchup Heinz.

6. Soda italiana

Apesar do nome, a soda italiana é uma invenção americana. Criada pelo casal de italianos Rinaldo e Ezilda Torre, em São Francisco, Califórnia, a receita recebeu o nome dedicado ao país de origem de seus inventores por causa da marca de xarope de frutas utilizada, a italiana Torani. Simples, no Brasil a bebida é feita apenas com gelo, água gaseificada (ou soda) e xarope de fruta. Mas, nos Estados Unidos, é comum encontrar também sua versão cremosa, com creme de leite.

7. Pizza

Não está sendo um dia fácil para italianos e seus descendentes, não é mesmo? Apesar de ter sua origem atribuída à Itália, a primeira pizza foi inventada há mais de seis mil anos pelos egípcios. Eles foram os primeiros a misturar farinha e água para criar uma massa semelhante a que utilizamos atualmente. Quando o prato chegou à península da Etrúria, na Itália, os habitantes começaram a testar combinações diferentes até chegar na delícia que conhecemos (e amamos) atualmente.

8. Pão Francês

O pão francês é, na realidade, brasileiro. No século XIV, era comum a elite brasileira viajar a Paris com frequência e, ao voltar, pediam aos cozinheiros e padeiros para reproduzir os pães de lá. Como eles não sabiam a receita, descreviam as características para seus funcionários, que tentavam reproduzi-la da melhor forma possível. O resultado foi o pão francês – ou pão de sal, pão de trigo, cacetinho, entre outros nomes conforme a região do país – o principal alimento do café da manhã dos brasileiros até hoje.

9. Petit Gâteau

A origem do bolinho de chocolate é alvo de bastante polêmica. De acordo com o Jornal Maturidades, da PUC-SP, existem duas versões que atribuem sua concepção aos americanos na década de 80. Ambas por acidente. A primeira defende a criação pelo chef francês radicado em Nova York, Jean-Geroges Vongetrichten, ao errar na quantidade de farinha na receita de um bolo de chocolate. A segunda afirma que ele é fruto do erro de um aprendiz de cozinheiro que acabou aquecendo demais o forno, cozinhando seu bolo apenas do lado de fora. De qualquer forma, o Petit Gâteau é muito bem aceito pelo paladar brasileiro, ganhando versões com doce de leite, limão, goiabada e até bebidas alcoólicas.

10. Acarajé

A palavra acarajé provém das palavras da língua africana iorubá akará (bola de fogo) e (comer), contudo sua origem é brasileira. Criado por escravos africanos no Brasil, o prato foi criado com base em uma lenda do candomblé e era frequentemente oferecido aos orixás para proteção. Até hoje é considerado uma comida sagrada e, portanto, só deve ser preparado por filhos de santo.

Se você tem interesse em aprender alguns desses e outros pratos típicos de culinárias de todo o mundo, conheça os nossos cursos técnicos, graduação e de curta duração. Esses últimos possuem mais de 15 opções para quem quer aprender técnicas da gastronomia italiana, alemã, oriental, mexicana – e muito mais. Inscreva-se!

Quer empreender na gastronomia? Aposte em delivery

Sexta-feira à noite. Você sai do trabalho pensando em fazer um jantarzinho gostoso e saudável para você e seu companheiro. O cardápio? Frango na mostarda e legumes refogados. Porém, após passar duas horas preso no trânsito para chegar à academia e fazer exercício por mais uma hora e meia, tudo o que você consegue pensar é pedir uma pizza de calabresa pela internet. A cena parece familiar? Não se sinta culpado. Essa é a realidade de grande parte da geração atual.

Conciliar casa, trabalho, estudo, família, periquito e papagaio é muito difícil. Por isso, cada vez mais pessoas têm buscado alternativas para sua alimentação. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, a segunda maior despesa da família brasileira é com comida, sendo que 35% desses gastos ocorrem com alimentação fora de casa. Em 2020, a previsão é que essa porcentagem aumente para 50%, tornando o setor muito atrativo para investidores e empreendedores em geral, especialmente quando o assunto é delivery.

Além de levar mais praticidade e comodidade para o consumidor final, o serviço de entrega também pode ser bastante vantajoso para o empresário que optar por esse caminho. Com menos investimentos em infraestrutura (espaço, estacionamento, localização privilegiada), colaboradores (garçons) e decoração, o foco do negócio fica concentrado no produto final – a comida. Além disso, esse tipo de iniciativa evita o desperdício de alimentos, pois as refeições são feitas somente sob demanda.

A popularização da internet e do e-commerce colaboraram e muito para a expansão do mercado gastronômico digital. Hoje, por meio de sites e aplicativos de smartphone, os clientes podem escolher, fazer o pedido, pagar e até avaliar o serviço sem precisar se preocupar em falar diretamente com um atendente, trazendo mais comodidade e agilidade para o processo.

Ficou interessado em saber mais? Conheça alguns cases e inspire seu lado empreendedor. ;-)

China in Box

Robinson Shiba já teve muitas aventuras no ramo de restaurantes. Entre seus negócios estiveram choperias, costelarias, restaurantes de kebab, lanchonetes e até um restaurante especializado em cuscuz. Contudo, foi o China in Box que alavancou o empresário para o sucesso. Criada na década de 90, a ideia para a cadeia de restaurantes começou a partir de uma viagem para os Estados Unidos, quando Shiba trabalhou em um restaurante de comida chinesa. Lá, ele observou que os pratos eram servidos em caixinhas e, quando voltou, percebeu que havia uma boa aceitação por esse tipo de comida em restaurantes físicos e shoppings – faltava apenas o delivery. Foi a oportunidade que ele precisava para investir no negócio e se diferenciar dos demais.

Bistrot Fitness

Leonardo Karpinski é atleta de fisiculturismo e sentia a necessidade de uma alimentação mais saudável em seu dia a dia. Ele e a esposa começaram a prepara refeições com baixo teor de gordura e sódio em casa para poder levar para o trabalho durante a semana. Em pouco tempo, com o apoio dos amigos, eles começaram a fazer pratos congelados para vender. Hoje, o Bistrot Fitness é um delivery de comida saudável congelada que está presente em mais de 40 cidades do país e em 12 estados. A empresa produz mais de 50 mil pratos por mês e, desde 2013, vem crescendo cerca de 125% ao ano. Não é incrível?

Let’s Picnic

Inspirado em modelos de negócio existentes no exterior, o Let’s Picnic surgiu para levar mais comodidade e glamour para um dos costumes preferidos dos curitibanos nos fins de semana: o piquenique. Ao observar como a atividade se desenvolvia, a empresária Gabriela Alberti percebeu uma oportunidade de negócio. Inaugurado em 2015, hoje o site conta com cinco opções de cestas para a escolha do cliente e mais três em desenvolvimento – uma voltada ao público alérgico a lactose e ao glúten, outra para crianças e uma terceira para quem deseja seguir o estilo de vida fitness.

Feijoada City

Depois de tentar empreender em dois negócios sem sucesso, o empresário Normando Andrade Filho optou por investir no ramo de alimentação – mais precisamente em delivery de comida brasileira. Criada em 2013, a Feijoada City atende mais de 400 bairros de São Paulo e vem faturando R$300 mil ao ano. O sucesso é tanto que Normando deve abrir um escritório em Nova York ainda em 2016, visando levar o tempero brasileiro para o país do Tio Sam. Entre as opções oferecidas pelo restaurante, o destaque fica para o combo feijoada, torresmo, arroz, couve, farofa, bisteca, laranja e pimenta. Além disso, a empresa também conta com uma opção de baixa caloria e outra vegetariana.

GO Pizza

Sediada em Florianópolis, a GO Pizza foi criada em 2012 por Murilo Mafra Filho, empreendedor experiente na cena gastronômica local. Após reconhecer a carência de boas pizzarias delivery na cidade, o empresário decidiu investir em pizzas a pronta entrega com alta qualidade e preço baixo. O crescimento foi rápido e, com ele, nasceu o sistema de franquias. Em 2013 eram três lojas franqueadas na capital do Estado. No ano seguinte, surgiram mais sete lojas, expandindo o serviço para as cidades de Balneário Camboriú, Criciúma, Lages e Chapecó.

Como visto acima, abrir um negócio em gastronomia pode ser bastante rentável. Contudo, antes de dar esse passo importante, é preciso saber cozinhar como um chef e ter visão de negócio. Se você tem interesse em profissionalizar suas habilidades culinárias e empreendedoras, conte conosco! Conheça os nossos cursos técnicos, graduação e cursos de curta duração na área.

Receita: Brownie Floresta Negra (Torta Pecatto)

A Torta Pecatto é uma releitura do bolo Floresta Negra – ou Schwarzwälder Kirschtorte, uma tradicional sobremesa alemã. Muito popular no nosso Restaurante-Escola, em Blumenau, a torta possui uma base de brownie e cobertura de chantilly, creme de avelã, morangos e cerejas. Quer saber como fazer essa iguaria no conforto da sua casa? Confira a receita do chef Heiko Grabolle.

Massa do brownie

2 ovos
250g de açúcar
45g de chocolate em pó
60g de farinha de trigo
125g de manteiga sem sal
90g de castanha de caju cortada

Cobertura

100ml de creme de avelã – colocar 20 segundos no microondas para amolecer
200ml de chantilly
Morangos e cerejas em calda com cabo para decorar
Calda de chocolate (tipo ganache) para decorar

Modo de preparo

Derreta a manteiga e acrescente o chocolate em pó. Reserve. Na batedeira, bata os ovos e acrescente o açúcar. Bata bem. Desligue o equipamento e acrescente a mistura da manteiga com chocolate. Aos poucos, junte também o trigo peneirado à mistura e, no fim, adicione os pedaços de castanhas de caju.

Leve a massa para assar por 30 a 35 minutos em uma forma de fundo removível a 180 graus. O fundo deve estar forrado com papel manteiga. Uma vez pronto, retire o brownie da forma e cubra-o com o creme de avelã. Bata o chantilly e decore a torta com auxílio de um bico de confeitar. Distribua os morangos e as cerejas e finalize com fios do ganache.

Parece fácil, não é mesmo? Conheça essa e outras receitas no blog do chef Heiko e acompanhe o dia a dia do restaurante pelo seu Instagram.

Guten Appetit!

Ela ainda vai roubar seu coração #pecatto #torta #sobremesa #instafood #food #morango #cereja #buffet #doce #restaurante

Uma foto publicada por Senac Restaurante-Escola (@senacrestauranteescola) em


Aqui ela já roubou nosso coração, Heiko! ;-)

Senac e Florianópolis: uma parceria Cidade Unesco de Gastronomia

O Rio de Janeiro pode até deter o título de “Cidade Maravilhosa” mas, para nós catarinenses, não existe lugar mais cheio de maravilhas do que Florianópolis. A cidade, conhecida como Ilha da Magia, já recebeu diversas homenagens ao longo da sua história devido à imensidão de belezas naturais. Contudo, em 2014 foi a vez da gastronomia local receber o seu devido reconhecimento, elevando a capital do Estado para a Rede Mundial de Cidades Criativas da Unesco – um grupo seleto composto por 116 membros, em 54 países, cujo objetivo é incentivar a criatividade regional.

Floripa, como é chamada pelos íntimos, foi a primeira cidade brasileira reconhecida por sua culinária (já falamos sobre ela por aqui, lembra?). Para manter o título e estimular o desenvolvimento regional, a Unesco recomenda algumas ações para promover o desenvolvimento sustentável local, como criar um Observatório de Gastronomia, realizar um festival internacional com chefs de outras cidades da rede, desenvolver uma legislação para estimular o setor e promover um laboratório de inovação cultural.

Foco em capacitação

Segundo Anita Pires, presidente da associação FloripAmanhã, que coordena o grupo gestor do programa Florianópolis Cidade Unesco de Gastronomia, a qualificação profissional é um dos grandes pilares do projeto. “Tanto pela importância de qualificar o atendimento e toda a experiência gastronômica nos empreendimentos locais, quanto pelo potencial de geração de emprego e renda que traz esse reconhecimento”, completa Anita. Por isso, o Senac está plenamente envolvido com as ações desenvolvidas, coordenando a câmara temática de capacitação. Atualmente, o conselho realiza um estudo com as instituições de ensino que possuem cursos de gastronomia para mapear a oferta atual e, após uma análise, criar estratégias para o desenvolvimento da formação profissional na área.

Cursos voltados para o mercado

O Senac investe em iniciativas relacionadas à valorização da gastronomia regional. Anualmente, a instituição participa da Fenaostra, com aulas-show de gastronomia e, em 2015, os professores de gastronomia do Senac conduziram as oficinas do Projeto Saberes e Sabores da Cidade Unesco da Gastronomia, preparando as receitas que foram reconhecidas pela entidade internacional. As receitas de sequência de camarão, tainha recheada, risoto de frutos do mar e polvo crocante fizeram sucesso entre os participantes. Também durante o evento, os alunos do curso de cozinheiro da Faculdade de Tecnologia Senac em Florianópolis, Caio Moreno Pimentel Espíndola e Davi Felipe Ross Cavalcante, conquistaram a segunda colocação na categoria acadêmica do Concurso Cultural Gastronômico Fenaostra Creative City, com orientação do professor Arnaldo Toro.

Em diversos cursos do Senac na área de gastronomia, como o curso superior de Tecnologia em Gastronomia, Técnico em Cozinha e Cozinheiro, os alunos aprendem sobre culinária clássica da cozinha brasileira e regional. Além disso, a instituição oferece diversos workshops, como Cozinha Regional – “Manezinha”, que aborda a riqueza da gastronomia típica de Florianópolis. Ficou interessado? Clique no banner abaixo e inscreva-se.

 

 

 

3 roteiros gastronômicos de dar água na boca

Nem só de “ó-lhó-lhó” vive a cultura de Santa Catarina. O Estado, colonizado principalmente por imigrantes europeus, tem muito mais a oferecer do que somente o adorável estereótipo do manézinho da Ilha. Em seus 95 mil quilômetros de extensão é possível encontrar fortes influências italianas, alemãs, portuguesas e até polonesas – tudo em perfeita harmonia.

Por falar em harmonia, no âmbito gastronômico a pluralidade de sabores é também um atrativo turístico para o estado. Graças à variedade de imigrantes, Santa Catarina consegue unir o que há de mais delicioso na comida europeia de forma ‘abrasileirada’.

Mapa do sabor

Um dado curioso: você sabia que o roteiro gastronômico catarinense segue exatamente os passos da colonização? O litoral, por exemplo, foi o primeiro local a receber os imigrantes do arquipélago dos Açores durante o século XVII. São Francisco do Sul – a cidade mais antiga de Santa Catarina, Florianópolis e Laguna foram as primeiras colônias portuguesas e, hoje, possuem diversos chefs e restaurantes especializados em pratos típicos à base de frutos do mar.

O mesmo acontece com a gastronomia alemã e italiana. No Vale do Itajaí e no sul do Estado, onde a maior parte dos viajantes germânicos e italianos se estabeleceram no século XIX, a herança culinária permanece firme e forte, trazendo muitos benefícios turísticos e econômicos para esses locais.

Se você, assim como nós, já está com água na boca: prepare-se! A seguir, listamos (de forma ilustrada) um roteiro dos principais locais para experimentar um pouco de cada uma dessas delícias gastronômicas.

1. Gastronomia luso-açoriana

Os portugueses possuíam uma relação muito próxima com o mar e, por isso, fixaram moradia no litoral. O resultado disso foi uma culinária simples, mas muito saborosa e temperada, à base de peixes, mariscos, camarões, polvos, lulas, berbigões e carne de siri. Hoje, a culinária açoriana se tornou muito mais refinada que a sua predecessora, principalmente quando se fala na apresentação estética dos pratos.

Pratos típicos: Posta de peixe frito com pirão de farinha de mandioca, sequência de camarão e lula à dorê.

Onde encontrar: Balneário Camboriú, Bombinhas, Itapema, Porto Belo, Florianópolis, Laguna, São Francisco do Sul, entre outros.

2. Gastronomia alemã

O nome dos pratos pode até ser difícil, mas é bem fácil de se apaixonar pelos sabores da culinária alemã. Trazida pelos imigrantes há mais de um século, essa é uma das gastronomias mais presentes em Santa Catarina. Desde o início da colonização, algumas receitas foram adaptadas para agradar com mais facilidade o gostinho brasileiro, como por exemplo o mit rotkohl (marreco com repolho roxo) – prato que utiliza ingredientes nativos da região. Se você adora doces, o destaque fica para as iguarias das confeitarias alemãs, como o tradicional appfelstrudel e as famosas cucas. Uma delícia!

Pratos típicos: Chucrute com vina (conserva de repolho com salsicha), eisben (joelho de porco), spatzle (tipo de macarrão), kassler (chuleta de porco), bockwurst (salsicha) e appfelstrudel (folheado de maçã).

Onde encontrar: Blumenau (onde fica o nosso Restaurante-Escola comandado pelo chef alemão Heiko Grabolle), Brusque, Gaspar, Pomerode, Jaraguá do Sul, Joinville, entre outros.

3. Gastronomia italiana

Diferentemente das culinárias anteriores, a gastronomia italiana pode ser facilmente encontrada em todo o Estado. O motivo é o grande número de imigrantes que desembarcaram por aqui, trazendo receitas clássicas como espaguete, lasanha, polenta, queijo colonial, entre outros. Hoje, estima-se que quase metade da população seja descendente de italianos – especialmente na região sul de Santa Catarina. Por isso, se você quer conhecer de perto algumas delícias italianas bem autênticas, vale a pena conhecer cidades como Tubarão, Urussanga e Nova Veneza – a capital nacional da gastronomia italiana.

Pratos típicos: Agnolini, lasanha, tortéi, polenta, radici, salame, galinha caipira ao molho, frango à passarinho e queijo colonial.

Onde encontrar: Gravatal, Nova Veneza, Tubarão, Urussanga, entre outros.

4. Outros sabores

Existe muito mais em Santa Catarina que apenas as gastronomias anteriores. O oeste, por exemplo, recebeu a migração de milhares de gaúchos no início do século XX, trazendo consigo a cultura do churrasco, feijão-tropeiro, arroz de carreteiro. Ao mesmo tempo, a influência holandesa e tirolesa trouxe a tecnologia necessária para o processamento de laticínios – como leite, queijo e iogurte – criando uma indústria que geraria milhares de empregos (e receitas) na região meio oeste.

Santa Catarina é plural e, por isso, possui tanta riqueza na cultura e na gastronomia. Se você tem interesse em trabalhar no ramo ou simplesmente adora criar coisas novas na cozinha, conheça os nossos cursos técnicos, graduação e cursos de curta duração. Esses últimos possuem mais de 15 opções para quem quer aprender elementos da culinária ‘manézinha’, alemã, italiana, oriental, mexicana – e muito mais. Inscreva-se!

 

10 vídeos para dominar os cortes básicos de cozinha

Cozinhar é uma arte. E, como em toda forma de arte, é preciso muita prática para atingir a perfeição. Grandes artistas plásticos como Van Gogh, Picasso e Da Vinci, por exemplo, precisaram aprender muita coisa sobre as técnicas básicas de desenho e pintura antes de alcançar os seus estilos icônicos e criar as obras-primas que todos apreciamos até hoje. Na gastronomia, o processo é o mesmo. Seja você um aspirante a chef profissional, um mestre-cuca de fim de semana ou apenas um aventureiro faminto, é importante conhecer algumas técnicas básicas de cozinha antes de tentar criar a sua própria “Monalisa do paladar”.

Na era do YouTube, o conhecimento está cada vez mais acessível – especialmente quando o assunto é gastronomia. E, por que não se aproveitar das facilidades dessa plataforma para aprender mais sobre os cortes básicos de cozinha? Selecionamos seis videoaulas do chef italiano Emmanuele Cucchi, do canal brasileiro SambaCooking, para você acompanhar e aprimorar suas habilidades. Confira!

1. Mirepoix

2. Julienne

3. Brunoise

4. Concasser

5. Chiffonade

6. Rondelle (ou rodelas)

Está esperando o que para colocar a mão na massa? Se você tem interesse em conhecer outras técnicas gastronômicas e, de quebra, aprender a preparar pratos de diversos cantos do mundo, inscreva-se nos cursos livres do Senac! ;-)

Formação superior em gastronomia desenvolve competências de produção, gestão e serviços

Se tem algo com o poder de reunir as pessoas e fazê-las curtir um bom momento de confraternização, é a comida. Mais do que uma necessidade básica, a gastronomia pode proporcionar experiências marcantes e fazer parte de mudanças de vida. Nos bastidores desse universo complexo, são necessários profissionais com gosto por servir e agradar as pessoas, atendendo a diferentes paladares por meio de técnicas apuradas e conhecimento nutricional.

O dia a dia de uma cozinha profissional envolve exigências em detalhes e ritmo acelerado. Por isso, quem deseja atuar na área precisa estar habilitado para trabalhar de acordo com as demandas do mercado na área, que disponibiliza ampla oportunidades de trabalho. O curso superior de Tecnologia em Gastronomia, oferecido pelo Senac em Santa Catarina, qualifica o profissional a partir de uma visão abrangente dos processos gastronômicos, o que inclui técnicas de produção, gestão, pesquisa e serviços de restaurante.

Durante o curso, que tem duração de dois anos e meio, o aluno desenvolve competências para executar e controlar produções gastronômicas, conforme normas de higiene e segurança alimentar; planejar e elaborar diferentes tipos de cardápios, observando características como sazonalidade e regionalidade; trabalhar em equipe e coordenar atividades; demonstrar visão sistêmica de processos que envolvem os segmentos de gastronomia.

Depois de formado, o Tecnólogo em Gastronomia pode se especializar em uma gastronomia específica, abrir o próprio negócio ou buscar inserção em estabelecimentos que necessitam de serviços na área, como restaurantes bares, hotéis, bufês, consultorias, eventos, hospitais, entre outros. A carreira para se tornar um chef de cozinha é longa, com desafios e aprendizado. Mas, com muita dedicação e prazer pela cozinha, é só uma questão de tempo para ter o nome como referência em gastronomia.

Os interessados na área podem fazer sua inscrição no vestibular Senac 2016 através deste link.  e optar por fazer uma redação ou concorrer pela nota na redação do ENEM a uma vaga no curso superior de Tecnologia em Gastronomia na Faculdade Senac em Blumenau.

Confira também:

Gastronomia online: 4 canais para aprender a cozinhar
Vestibular 2016: Venha para a Faculdade Senac

3 receitas deliciosas para economizar na ceia de Natal

Em 2015, o Brasil fecha o ano com um cenário econômico de cautela. Em meio a esse quadro, a previsão para os valores de alguns alimentos rotineiros das festas fim de ano pode sobrecarregar o orçamento de muitas famílias.

Segundo o levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP), artigos como frango, maçã, uva, morango, manga, castanha, salmão e batata-inglesa tiveram altas de dois dígitos nos últimos meses, tornando a  preparação de alguns pratos bastante cobiçados da ceia de Natal um desafio para parte da população.

Contudo, para a Chef Renata Tremea, professora do curso de Gastronomia da Faculdade Senac – sobre o qual você pode conhecer mais informações aquicom um pouco de disposição e criatividade é possível elaborar um jantar delicioso sem gastar muito. Para auxiliar os leitores do blog a surpreenderem seus convidados com pratos de dar água na boca e muita economia, a Chef preparou três receitas especiais. Confira!

Salada de lentilha vermelha

Salada de Lentilha Vermelha - Gastronomia Senac SC

  • 100g de lentilha vermelha
  • ½ de pimentão amarelo
  • ½ de cebola roxa
  • 2 ramos de coentro fresco
  • 2 ramos de salsa fresca
  • 8 folhas de hortelã fresca
  • Azeite de oliva
  • 80g de queijo minas em cubinhos
  • Vinagre balsâmico
  • Sal e pimenta
  • Cozinhe a lentilha em água com pimenta e sal até estar macia. Em torno de 25 à 30 minutos. Espere esfriar e junte o restante dos ingredientes, misturando delicadamente.

Picanha suína ao molho de mirtilo

Picanha Suína ao Molho de Mirtilo - Gastronomia Senac SC

  • 1 picanha suína
  • Sal e pimenta
  • Suco de 1 limão
  • 10g de manteiga
  • 200g de mirtilo
  • Suco de 1 laranja
  • ½ casca de laranja
  • 70g de açúcar

Tempere a picanha suína com o sal, a pimenta e o suco de limão. Deixe marinando por uma hora. Lave os mirtilos, misture com o açúcar e o suco de laranja (separe alguns mirtilos para decorar). Cozinhe até que comecem a desmanchar. Desligue e junte as raspas da casca de laranja. Reserve. Aqueça a manteiga e doure a picanha de todos os lados. Retire e leve ao forno a 180º. Asse por 30 a 40 minutos. Retire a picanha e fatie da forma desejada. Disponha o molho de mirtilos.

Farofa da cuscuz marroquino

Farofa de Cuscuz Marroquino - Gastronomia Senac SC

  • 200g de cuscuz marroquino
  • 1 cebola picada
  • 100ml de caldo de legumes
  • 80g de bacon picado
  • 30g de manteiga
  • ½ de cálice de vinho branco
  • 80g de uva passa preta
  • 70g de damasco
  • 40g de nozes
  • Cheiro verde
  • Sal a gosto

Hidrate o cuscuz com o caldo de legumes ainda quente. Depois de hidratado, escorra e reserve. Hidrate as passas no vinho e reserve. Frite o bacon, escorra o excesso e junte a manteiga e a cebola. Refogue até a cebola começar a dourar. Junte o cuscuz, as frutas e salpique cheiro verde. Acerte o sal a gosto.