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Retração da demanda e o novo perfil do consumidor

A desaceleração no consumo dos brasileiros é um dos problemas enfrentados pelo varejo brasileiro em virtude do cenário econômico. A alta dos índices de desemprego, inflação e inadimplência trazem à mente do cidadão brasileiro os antigos temores que geram a retração. Diante disso, o consumidor está mais criterioso, adotando uma postura mais conservadora quanto a utilização dos seus recursos e com maior percepção de custo x benefício.

Ainda assim, há macrotendências que podemos considerar relevantes que independem do momento econômico. A “busca pelo significado” é uma delas, onde o consumidor busca aquilo que traz ou fortalece o sentimento de que as ações cotidianas estão alinhadas com o sentido que ele quer dar para sua vida. Um exemplo disso é o crescimento das chamadas “marcas verdes” e outras que promovem a sustentabilidade e/ou seus pilares como identidade. A partir desse entendimento, é possível descobrir quais são os aspectos mais relevantes e os critérios que este consumidor utiliza para sua decisão de compra.

Esta macrotendência se aplica muito bem, em cenários econômicos ou para grupos de consumidores onde, segundo a hierarquização das necessidades de Maslow, mesmo com as críticas à teoria, as necessidades fisiológicas e de segurança estão supridas, ou quase, em sua totalidade.  Caso contrário, o atributo “preço” será fator de extrema relevância na decisão de compra em detrimento aos demais atributos. 

Pensando no cenário brasileiro e fazendo um recorte para realidade catarinense, podemos citar algumas tendências que podem ser trabalhadas para enfrentar a desaceleração do consumo. Considerando as classes A e B, o apelo da “busca pelo significado” serve muito bem, uma vez que o status ainda funciona e a conveniência é palavra de ordem. Já para as classes C, D e E, o custo x benefício é primordial já que estas são diretamente impactadas pelo movimento do mercado e a inflação. Dessa forma, suas compras sempre tentarão obter o melhor produto/serviço pelo melhor preço. Com produtos cada vez mais comoditizados, o benefício é percebido por meio dos serviços agregados que vão desde a experiência com o atendimento recebido até o pós-venda. “Nesse sentido, encantar o consumidor é primordial para o comércio”, afirma o coordenador do programa Senac Varejo, Marcus Tutui.

Entre as fortes tendências citadas, em 2016, durante a Retail’s Big Show, maior feira de varejo do mundo realizada pela NRF (National Retail Federation), estão o engajamento do consumidor, o mobile, cooperação x competição, BIG DATA, processos efetivos, profissionalização das empresas e a experiência. Para Tutui, os clientes não querem só produtos, querem viver experiências relevantes por meio da interação com a marca.

Quando o assunto é a multicanalidade, já se pensa em uma realidade pós convergência de canais, uma vez que todos devem ser pensados como um só. O meio digital não pode ser diferente do físico já que fazem parte de um todo. “As empresas precisam compreender e se adequar a essa realidade para não terem seu alcance de comunicação limitado. É necessário que haja relevância nessa comunicação para que haja efetividade, independente da sua faixa etária, e consistência para o público-alvo de cada negócio”, complementa Tutui.

Hoje as pesquisas de mercado consideram outros aspectos, que os de pesquisa de censo, para traçar estratégias. Comportamentos, hobbies, preferências, novos arranjos familiares, entre outros, estão entre os mais relevantes. A forma como a geração atual entende o mundo está se libertando do paradigma cartesiano, com o qual as gerações anteriores e a maioria das empresas foram doutrinadas. O atual modelo de pensamento demanda que as empresas consigam otimizar seus esforços para adequar a comunicação de acordo com o seu público, canal e momento.

A inércia, pirataria, impostos e tributações e a retração da demanda são alguns dos desafios enfrentados pelos varejistas brasileiros, especialmente no atual cenário econômico. E para que as empresas do comércio possam desvendar as informações que são de fato relevantes para o novo mercado, é necessário deixar os dados demográficos em segundo plano. Sexo, idade, escolaridade, estado civil, por exemplo, devem deixar de ser o foco da segmentação. Para Ryan McConnell, da The Futures Company, acerca dos Millennials, também conhecidos como Geração Y (jovens nascidos nos anos 80 que cresceram em tempos de boom econômico): “Se você é muito focado em categorizações, você está forçando as pessoas dentro de caixas. E isto não cai bem para os Millennials”.

São as características e necessidades que vão fazer a diferença para conhecer melhor o público-alvo e suas demandas, focar em conhecer as características linguísticas, sociais, culturais, comportamentos, estilos de vidas e novos arranjos familiares, por exemplo, é o que vai trazer informação consistente para atingir a essência do que o neoconsumidor almeja. “Por meio da tecnologia, é possível ter acesso a estas informações. Ferramentas analíticas de métricas em websites, podem por exemplo levantar padrões por meio das relações nas redes sociais e históricos de buscas e comportamento na web”, afirma Marcus Tutui.

5 sacrifícios necessários para enriquecer

Quem quer ser milionário? Com base no número de pessoas que jogam na loteria todos os dias, é seguro afirmar que muitas pessoas responderiam à pergunta de forma positiva, inclusive você. O desejo por riqueza material está no imaginário da população brasileira e, muito provavelmente, da população mundial também. Contudo, enquanto para muitos o anseio não passa de um sonho distante, para outros é uma meta possível de ser alcançada. Mesmo que seja por meio de muito sacrifício, empenho e dedicação.

Como sua avó já dizia: “tudo que vale a pena exige esforço”. Tirar notas boas na faculdade, manter o corpo em forma e viver de forma financeiramente segura são alguns dos exemplos que comprovam suas sábias palavras. Portanto, se você quer seguir o caminho de grandes nomes como Samuel Klein (Casas Bahia), Luiza Trajano (Magazine Luiza) e Flavio Augusto da Silva (Wise Up) – grandes empresários que construíram seus impérios a partir do zero –  saiba que será preciso seguir um caminho árduo até o sucesso.

1. “Deus ajuda quem cedo madruga”

Mais um ditado popular que representa um verdadeiro ensinamento para empreendedores e aspirantes a empresários. Para enriquecer é preciso trabalhar muito, estar em constante atualização profissional e acumular cada vez mais conhecimento – especialmente na parte de gestão e finanças. Quanto mais informações nessas áreas, mais preparado você estará para investir seu patrimônio ou abrir seu próprio negócio. Portanto, existirão longas jornadas de trabalho e estudo à sua frente.

2. Abra mão de alguns prazeres momentâneos…

Sabe aquela pizza de toda sexta-feira à noite? Aquele cafezinho depois do almoço? Pare um instante e analise: será que esses pequenos gastos valem a pena? Vamos fazer uma conta rápida: se existem cerca de 250 dias úteis durante um ano e a bebida custa R$2,50, somente esse pingado inocente de todos os dias gera um déficit de R$625 no seu orçamento anual. Mas, não fique triste. Lembre-se: tudo o que você abdicar hoje trará recompensas muito mais intensas no futuro.

3. E não deixe de investir nas coisas certas

Sabe qual o investimento mais seguro que existe? Conhecimento. Investir em educação é sempre uma boa ideia, especialmente para quem deseja crescer na vida. Por meio de conhecimentos técnicos sobre gestão, finanças e marketing, por exemplo, o profissional consegue enxergar oportunidades de negócio com maior facilidade – obtendo mais chances de alcançar (e manter) uma boa saúde financeira.

4. Aprenda a administrar suas finanças

Sabe aquela frase “gaste apenas o que tem”? Esqueça-a. Guarde sempre uma parte do que ganha – mesmo que seu salário não seja muito alto. Tornar-se rico não significa apenas administrar as receitas de forma adequada, mas também diminuir as despesas e economizar. Pense assim: se você deseja abrir um negócio, por exemplo, suas economias podem ser utilizadas como capital inicial, diminuindo a necessidade de um possível empréstimo ou investimento externo.

5. Seja disciplinado

Veja a lista de milionários da Revista Forbes. Quantos deles chegaram onde estão sendo desleixados com suas metas? Acumular riquezas exige persistência. Portanto, evite fazer concessões e esteja preparado para superar momentos de cansaço, dúvida e vontade de desistir. Confie em seus instintos e mantenha o foco em seu objetivo. Assim que você alcançá-lo, todos os sacrifícios terão valido a pena.

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Quer empreender na gastronomia? Aposte em delivery

Sexta-feira à noite. Você sai do trabalho pensando em fazer um jantarzinho gostoso e saudável para você e seu companheiro. O cardápio? Frango na mostarda e legumes refogados. Porém, após passar duas horas preso no trânsito para chegar à academia e fazer exercício por mais uma hora e meia, tudo o que você consegue pensar é pedir uma pizza de calabresa pela internet. A cena parece familiar? Não se sinta culpado. Essa é a realidade de grande parte da geração atual.

Conciliar casa, trabalho, estudo, família, periquito e papagaio é muito difícil. Por isso, cada vez mais pessoas têm buscado alternativas para sua alimentação. Segundo uma pesquisa realizada pelo IBGE em 2010, a segunda maior despesa da família brasileira é com comida, sendo que 35% desses gastos ocorrem com alimentação fora de casa. Em 2020, a previsão é que essa porcentagem aumente para 50%, tornando o setor muito atrativo para investidores e empreendedores em geral, especialmente quando o assunto é delivery.

Além de levar mais praticidade e comodidade para o consumidor final, o serviço de entrega também pode ser bastante vantajoso para o empresário que optar por esse caminho. Com menos investimentos em infraestrutura (espaço, estacionamento, localização privilegiada), colaboradores (garçons) e decoração, o foco do negócio fica concentrado no produto final – a comida. Além disso, esse tipo de iniciativa evita o desperdício de alimentos, pois as refeições são feitas somente sob demanda.

A popularização da internet e do e-commerce colaboraram e muito para a expansão do mercado gastronômico digital. Hoje, por meio de sites e aplicativos de smartphone, os clientes podem escolher, fazer o pedido, pagar e até avaliar o serviço sem precisar se preocupar em falar diretamente com um atendente, trazendo mais comodidade e agilidade para o processo.

Ficou interessado em saber mais? Conheça alguns cases e inspire seu lado empreendedor. ;-)

China in Box

Robinson Shiba já teve muitas aventuras no ramo de restaurantes. Entre seus negócios estiveram choperias, costelarias, restaurantes de kebab, lanchonetes e até um restaurante especializado em cuscuz. Contudo, foi o China in Box que alavancou o empresário para o sucesso. Criada na década de 90, a ideia para a cadeia de restaurantes começou a partir de uma viagem para os Estados Unidos, quando Shiba trabalhou em um restaurante de comida chinesa. Lá, ele observou que os pratos eram servidos em caixinhas e, quando voltou, percebeu que havia uma boa aceitação por esse tipo de comida em restaurantes físicos e shoppings – faltava apenas o delivery. Foi a oportunidade que ele precisava para investir no negócio e se diferenciar dos demais.

Bistrot Fitness

Leonardo Karpinski é atleta de fisiculturismo e sentia a necessidade de uma alimentação mais saudável em seu dia a dia. Ele e a esposa começaram a prepara refeições com baixo teor de gordura e sódio em casa para poder levar para o trabalho durante a semana. Em pouco tempo, com o apoio dos amigos, eles começaram a fazer pratos congelados para vender. Hoje, o Bistrot Fitness é um delivery de comida saudável congelada que está presente em mais de 40 cidades do país e em 12 estados. A empresa produz mais de 50 mil pratos por mês e, desde 2013, vem crescendo cerca de 125% ao ano. Não é incrível?

Let’s Picnic

Inspirado em modelos de negócio existentes no exterior, o Let’s Picnic surgiu para levar mais comodidade e glamour para um dos costumes preferidos dos curitibanos nos fins de semana: o piquenique. Ao observar como a atividade se desenvolvia, a empresária Gabriela Alberti percebeu uma oportunidade de negócio. Inaugurado em 2015, hoje o site conta com cinco opções de cestas para a escolha do cliente e mais três em desenvolvimento – uma voltada ao público alérgico a lactose e ao glúten, outra para crianças e uma terceira para quem deseja seguir o estilo de vida fitness.

Feijoada City

Depois de tentar empreender em dois negócios sem sucesso, o empresário Normando Andrade Filho optou por investir no ramo de alimentação – mais precisamente em delivery de comida brasileira. Criada em 2013, a Feijoada City atende mais de 400 bairros de São Paulo e vem faturando R$300 mil ao ano. O sucesso é tanto que Normando deve abrir um escritório em Nova York ainda em 2016, visando levar o tempero brasileiro para o país do Tio Sam. Entre as opções oferecidas pelo restaurante, o destaque fica para o combo feijoada, torresmo, arroz, couve, farofa, bisteca, laranja e pimenta. Além disso, a empresa também conta com uma opção de baixa caloria e outra vegetariana.

GO Pizza

Sediada em Florianópolis, a GO Pizza foi criada em 2012 por Murilo Mafra Filho, empreendedor experiente na cena gastronômica local. Após reconhecer a carência de boas pizzarias delivery na cidade, o empresário decidiu investir em pizzas a pronta entrega com alta qualidade e preço baixo. O crescimento foi rápido e, com ele, nasceu o sistema de franquias. Em 2013 eram três lojas franqueadas na capital do Estado. No ano seguinte, surgiram mais sete lojas, expandindo o serviço para as cidades de Balneário Camboriú, Criciúma, Lages e Chapecó.

Como visto acima, abrir um negócio em gastronomia pode ser bastante rentável. Contudo, antes de dar esse passo importante, é preciso saber cozinhar como um chef e ter visão de negócio. Se você tem interesse em profissionalizar suas habilidades culinárias e empreendedoras, conte conosco! Conheça os nossos cursos técnicos, graduação e cursos de curta duração na área.

8 tipos de empreendedores que você precisa conhecer

Todo mundo pode ser empreendedor, basta ter a chance de libertar o seu potencial escondido. Esse conceito é defendido por Muhammad Yunus, economista bengalês que ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2006 pelo trabalho social realizado no sul da Ásia. Para ele, a semente empreendedora faz parte das características inatas da espécie humana e, diferentemente do que se acreditou durante muitos anos, não existe apenas um caminho para fazê-la florescer.

No Brasil, o empreendedorismo está na moda. De acordo com a organização Endeavor, 80% dos estudantes universitários e recém formados desejam ter o seu próprio negócio e, segundo a pesquisa “Global Entrepreneurship Monitor”, 34 em cada 100 brasileiros com idade entre 18 e 64 anos possuem um CNPJ próprio ou estão envolvidos com a criação de um. Contudo, apesar desses números bastante expressivos, ainda existe um certo desconhecimento sobre as várias nuances do empreendedorismo.

Para José Dornelas, professor especialista no assunto, não existe um único tipo de empreendedor. Ao analisar as características de grandes empresários brasileiros – como Antônio Ermírio de Moraes (Grupo Votorantim), Sílvio Santos (SBT), Abílio Diniz (BRF), Samuel Klein (Casas Bahia) e Luíza Helena Trajano (Magazine Luiza), entre outros – e compará-las a 399 voluntários, o autor conseguiu traçar oito tipos de perfis empreendedores recorrentes. São eles:

1. O empreendedor nato (mitológico)

É o tipo de pessoa que possui uma história de vida emocionante e, não raro, iniciou sua carreira com dificuldades financeiras. Esse empreendedor geralmente entra para o mercado de trabalho ainda muito jovem, adquirindo grande experiência nas artes de negociação e vendas.

Visionários, os homens e mulheres que atendem a esse perfil são muito otimistas e, mesmo trabalhando um alto número de horas durante a semana, nunca perdem o sorriso do rosto. Geralmente possuem um laço muito forte com a sua família e com a sua religião.

2. O empreendedor que aprende (inesperado)

Bastante comum, esse tipo de empreendedor é uma pessoa que, quando menos esperava, encontrou uma oportunidade de negócio atraente, abraçando-a. Antes de se encontrar nessa situação favorável, esse perfil nunca havia considerado abrir uma empresa, focando toda a sua atenção em seguir carreira dentro de uma grande corporação. Muitas vezes, é uma pessoa que se torna empresário por meio de sociedade e não por iniciativa própria, aprendendo a lidar com os desafios do mercado no decorrer da jornada.

 3. O empreendedor serial (cria novos negócios)

É o tipo de pessoa apaixonada pelo ato de empreender. Por isso, não se contenta em abrir uma empresa e ficar à frente dela até que se torne um sucesso. Quando as coisas começam a se estabilizar, o empreendedor serial opta por procurar o próximo desafio.

Dinâmico, esse empresário está sempre atento a tudo que ocorre ao seu redor. Frequenta muitos eventos do ramo, participa de associações e é mestre do networking. É visto como um líder motivador e um negociador talentoso. Não ter medo do fracasso é a sua melhor qualidade.

 4. O empreendedor corporativo

Esse é um empreendedor que tem sido cada vez mais valorizado devido a sua capacidade de inovar e renovar processos dentro de outras empresas. Trabalha com foco nos resultados, assume riscos e desenvolve estratégias avançadas de negociação. É um comunicador excelente, sabe vender as suas ideias e possui uma vasta rede denetworking. Contudo, devido ao fato de não ser o dono da organização, precisa aprender a lidar com o desafio da falta de autonomia.

 5. O empreendedor social

Sua missão de vida é construir um mundo melhor e mais justo para as futuras gerações. Possui características parecidas com as dos demais empreendedores, mas a diferença é que os resultados dos seus projetos visam trazer benefícios para um grupo necessitado e não para si. Para países em desenvolvimento, como o Brasil, o empreendedor social é de extrema importância, pois auxilia a preencher lacunas deixadas pelo poder público.

De todos os empreendedores, esse é o único que não tem como objetivo principal a criação de um patrimônio financeiro.

 6. O empreendedor por necessidade

O empreendedor por necessidade abre o seu próprio negócio porque não tem alternativa. Muitas vezes ele não possui mais acesso ao mercado de trabalho ou foi demitido, precisando trabalhar por conta própria. O envolvimento com negócios informais é bastante comum nesse perfil, desenvolvendo tarefas simples e prestando serviços em troca de um pequeno retorno financeiro. Um grande exemplo, nesse caso, são mães que trabalham de casa para complementar a renda enquanto cuidam dos filhos.

Para o autor, esse tipo de empreendedor é um grande problema social para os países em desenvolvimento, pois não contribui para a evolução da economia como um todo. Dornelas afirma que, muitas vezes, esse empreendedor é uma vítima do modelo capitalista atual, pois não possui acesso a recursos ou à educação necessária para abrir um negócio de forma estruturada.

7. O empreendedor herdeiro (sucessão familiar)


É a pessoa responsável por continuar o legado da sua família com o desafio de multiplicar o patrimônio herdado. Por ter nascido em um berço empreendedor, muitas vezes esse tipo de empresário inicia seu aprendizado muito cedo e acaba por assumir cargos de direção ainda jovem.

Alguns dos representantes desse perfil têm um forte senso de independência, desejando inovar e mudar as regras nas organizações criadas pelos seus pais e avós. Já outros preferem seguir a velha máxima de “em time que está ganhando não se mexe”.

8. O “normal” (planejado)

Organizado, esse perfil “faz a lição de casa” antes de pensar em empreender. Por saber que os empresários bem-sucedidos geralmente são aqueles que valorizam um bom planejamento estratégico, esses homens e mulheres optam por buscar mais conhecimento por meio de cursos de educação empreendedora.

Seu objetivo é alcançar a sustentabilidade financeira do seu negócio e, por isso, busca sempre analisar detalhadamente todos passos do empreendimento, minimizando os riscos e procurando garantir os melhores resultados.

Empreender é uma atividade importante para o futuro econômico de todos os países e, por isso, deve ser encorajada desde os primeiros anos. Se você, assim como o perfil número 8, também deseja obter o conhecimento necessário para minimizar os riscos de uma nova empreitada, conheça os cursos de Pós-Graduação do Senac.

7 aplicativos para quem quer empreender

Precisamos ser sinceros: empreender não é nada fácil. Mas, acredite, assim como quando você aprendeu a andar de bicicleta, as dificuldades do período de aprendizado não se comparam à liberdade de poder seguir o próprio caminho.

No começo, era difícil manter o ritmo das pedaladas sem cair, certo? Por isso, é bem provável que seus pais tenham equipado sua bike com rodinhas laterais, de modo a ajudá-lo a aumentar a sua autoconfiança. Hoje você pode até não precisar mais desse tipo de acessório, mas ele foi essencial para o início do seu treinamento.

Com o empreendedorismo acontece algo muito parecido. Chega um momento que você se encontra frente a uma estrada de difícil acesso, na qual precisará se equipar com os melhores instrumentos disponíveis para conseguir fazer a trajetória com sucesso. Essa é a hora que você poderá contar com a ajuda de alguns aplicativos criados especialmente para facilitar a sua vida – ou melhor, a vida do seu negócio. Confira:

1. Agendor

Disponível em: iOS e Android

Agendor é um aplicativo de CRM (Customer Relationship Management) Online desenvolvido para otimizar e organizar os processos comerciais da sua empresa – algo que você vai precisar bastante se quiser fazer o seu negócio crescer de forma sustentável. Entre as suas principais funções estão: centralizar o cadastro de clientes, controlar entradas e saídas de estoque e analisar o desempenho da equipe de vendas.

2. Evernote

Disponível em: iOS, Windows Phone e Android

Um aplicativo para você coletar, organizar e armazenar o que quiser. Crie notas, guarde links importantes, grave insights, guarde fotos de contratos de clientes e fornecedores… Enfim, reúna as principais informações ligadas ao seu negócio em um banco de dados virtual que pode ser acessado tanto via mobile quanto web. Prático, não?

3. CamCard

Disponível em: iOS, Windows Phone e Android

Toda reunião que se preza inicia com a troca de cartões de visita. Por isso, depois de alguns meses batendo papo com clientes, parceiros e fornecedores, é muito provável que você seja soterrado por um montante de papel.

Com o CamCard você poderá fotografar cada cartão, capturar os seus dados – nome, telefone, empresa, cargo e e-mail – e os organizá-los na agenda do seu smartphone como um novo contato, tornando todo o processo mais simples e eficiente.

4. Endeavor Vídeos

Disponível em: iOS

Todo empreendedor precisa de um chá de inspiração de vez em quando – um estímulo de quem já passou pelas mesmas situações e conseguiu dar a volta por cima. Por que não receber essa ajudinha de alguns dos principais empresários do nosso país?

É exatamente isso que a Endeavor se propôs a fazer. Neste aplicativo você encontra dicas de grandes nomes, como Abílio Diniz (Pão de Açúcar), Luiz Seabra (Natura), Robinson Shiba (China in Box), Beto Sicupira (Inbev), Alexandre Costa (Cacau Show), Roberto Civita (Abril), entre outros, sobre como tocar o seu próprio negócio.

5. Todoist

Disponível em: iOS e Android

Já deu para perceber que a palavra-chave para ser um empreendedor bem sucedido é organização, certo? Dessa forma, não podíamos deixar de sugerir um gerenciador de tarefas para ajudá-lo a coordenar as atividades da sua nova empresa.

Todoist é uma ferramenta que gerencia listas de afazeres e as organiza por data de entrega. Com ela você pode agendar tarefas, delegar projetos e acompanhar o desenvolvimento da sua equipe, tanto online quanto offline. O aplicativo também possui uma versão para desktop e navegador, facilitando ainda mais o controle de todos os processos operacionais do seu negócio.

6. Sunrise

Disponível em: iOS e Android

Sim, nós sabemos que já existem várias ofertas de calendários para smartphones disponíveis no mercado. Mas, para um novo empreendedor, isso pode não ser suficiente para agendar todos os compromissos da semana.

O Sunrise Calendar reúne os eventos e datas importantes do Facebook, Agenda Google, Evernote e Todoist, tudo em um só lugar, o que permite maior controle sobre os seus compromissos pessoais e profissionais. Além disso, o aplicativo também possui a função “Meet”, cuja função é identificar os períodos livres da sua agenda e compartilhá-los com clientes e fornecedores com apenas um clique.

7. Qipu

Disponível em: iOS, Windows Phone e Android

Criado a partir de uma parceria entre Sebrae e Buscapé, o aplicativo se propõe a ajudar microempreendedores individuais (MEIs) a controlarem as obrigações das microempresas, enviando alertas sobre contribuições fiscais, arrecadações e benefícios, além de facilitar o gerenciamento das operações financeiras do seu negócio. Por meio da ferramenta, você também pode lançar receitas e despesas, fotografar comprovantes e emitir notas fiscais.

Além de todas essas ferramentas, você também pode contar com a nossa ajuda. Matricule-se em um de nossos cursos de pós-graduação na área de Gestão e obtenha o conhecimento necessário para comandar a sua própria empresa. Confira também alguns de nossos outros posts sobre o tema. Temos certeza que eles serão muito úteis nessa desafiadora jornada. :-)

Boa sorte e ótimos negócios!

Santa Catarina, negócios e cerveja [Infográfico]

É fato: cerveja e negócios fazem uma bela combinação. E isso você já sabe. O que você talvez ainda não saiba é o tamanho do mercado cervejeiro em Santa Catarina. O Estado, que representa o 4º maior produtor da bebida no Brasil, é o berço de dezenas de rótulos que conquistaram o coração (e o paladar) de muita gente por aí – especialmente quando o assunto é cerveja artesanal.

Ein Prosit!

Com a nossa forte colonização alemã, o resultado não poderia ser outro. No Vale do Itajaí, onde a cultura germânica é ainda mais presente, a mistura de empreendedorismo e uma “boa gelada” resultou não só na maior concentração de cervejarias artesanais da região, mas também em grandes eventos turísticos, como o “Festival da Cerveja”, o “Festival de Botecos” e a famosa “Oktoberfest”.

Em 2008, existiam apenas 18 cervejarias em SC. Hoje, esse número já passa de 40. Para os próximos anos, as perspectivas de investimento continuam bastante positivas, uma vez que ainda há muito espaço a ser explorado economicamente – veja o infográfico.

Se você deseja criar o seu próprio negócio, é importante estar preparado. Além de conhecer as técnicas de produção, tendências e ser apaixonado pelo universo das cervejas artesanais, é fundamental ter conhecimento na área de gestão. Afinal, gerenciar uma empresa pode ser bastante desafiador.

Ficou interessado? Conheça os cursos de Pós-graduação em Gestão Empresarial Estratégica e em Gestão da Produção e da Qualidade do Senac e adquira o conhecimento necessário para tornar o seu sonho realidade.

Um gestor que acredita na harmonia entre resultado e satisfação

Desde adolescente, José Diomar Carvalho é aficionado por tecnologia. Mais jovem, criava jogos e aplicativos por lazer, hoje, com 49 anos, é referência em Curitibanos e região quando o assunto são softwares de gestão. O percurso para o reconhecimento da sua empresa, a Infoel Sistemas, foi longo – começou em 1999, quando Carvalho trabalhava na área administrativa de uma empresa familiar e perdeu o emprego. Esse foi o momento em que o lazer se transformou em trabalho.

O negócio começou a partir de uma sociedade, em que Carvalho focava no operacional e seu sócio direcionava esforços para as vendas. Os serviços eram voltados a prefeituras e Câmaras de Vereadores. Mas foi necessária uma reviravolta, pois a sociedade se desfez e surgiram entraves relacionados à responsabilidade fiscal dos contratantes. Nesse cenário, Carvalho assumiu o comando da empresa e tomou a decisão de alterar o público-alvo dos seus serviços, que passou a ser a automação comercial.

Como muitas outras empresas na área de informática, a Infoel Sistemas nasceu pequena, com uma cabeça à frente de todo o processo. “Eu fazia operacional, desenvolvimento, pesquisa, comercial. Com o número de clientes que temos atualmente, não seria possível dessa forma.” A carteira de clientes ganhou impulso com o aumento da demanda por softwares, o que estava relacionado tanto à necessidade das empresas como por força de legislação.

Ao ver a sua empresa crescer, Carvalho percebeu a necessidade de continuar a sua formação. Com curso superior em administração, buscava uma pós-graduação na área de tecnologia, mas as turmas oferecidas em instituições da região não atingiam número mínimo de alunos. Foi então que, em 2013, a sua esposa recebeu uma divulgação da Pós-graduação em Gestão Estratégica do Senac em Lages. Carvalho se interessou pela proposta do curso e, com a intenção de voltar à sala de aula, fez a matrícula.

A oportunidade de fazer uma pós-graduação na área de gestão mostrou a Carvalho que a vida pode surpreender. Já na primeira aula, as ideias de melhorias na empresa apareceram aos montes, naturalmente. “Descobri que a administração de empresas é algo fascinante. Percebi que poderia melhorar o meu negócio e ajudar outros empresários a melhorar também.” Carvalho aprendeu que não é possível fazer a gestão de uma empresa sem medir, por isso aplicou indicadores de desempenho, além de outras ações, como de marketing e liderança.

Quando o coordenador de curso falou aos alunos sobre o projeto integrador que seria desenvolvido durante a pós-graduação, utilizando uma empresa real como estudo de caso, Carvalho logo pensou na Infoel Sistemas. O empresário se reuniu com colegas para analisar informações da empresa e sugerir estratégias. O principal objetivo era direcionar o negócio de forma que Carvalho se desvinculasse do operacional. “Para conseguir isso, precisei preparar o ambiente. Uma dessas melhorias foi estabelecer um plano de cargos e salários. Também aumentei o quadro de funcionários.”

Em outra ação, Carvalho utilizou a expertise do negócio e criou um software de gestão de ideias, onde é possível cadastrar, visualizar e votar nas melhores sugestões. Hoje, após a aplicação de diversas melhorias, Carvalho sente que os colaboradores, o maior patrimônio da sua empresa, fazem parte de uma mesma equipe, movida por um propósito em comum. “Isso só é possível quando valorizamos o ser humano, tanto o colaborador, como o cliente.”

O empresário ficou muito empolgado com os resultados obtidos e percebeu que poderia ir ainda mais longe. Por isso, fez a sua matrícula na turma do MBA em Gestão Estratégica Corporativa na Unidade do Senac em Lages, assim que ficou sabendo do curso. Está em busca de conhecimento aprofundado para atender uma nova demanda de mercado que surgiu por meio dos seus clientes, na área de assessoria administrativa.

Para Carvalho, os administradores tem um grande poder de mover o mundo. O seu sonho é mostrar, cada vez mais, essa força às pessoas com quem trabalha, contribuindo para o desenvolvimento de novos gestores. Um líder que acredita profundamente em como a qualificação pode ajuda-lo a subir muitos degraus, mantendo sempre o seu lema de vida: ser, amanhã, um pouco melhor do que foi hoje.

Cliente satisfeito, meio ambiente preservado

O movimento é intenso o dia todo – carros entram e saem das rampas, passando pela análise cuidadosa do mecânico. Em alguns momentos, estacionam motocicletas que precisam de manutenção. Os clientes que aguardam pelos veículos sentam nos bancos feitos com barris de óleo e aproveitam o tempo para tomar uma cuia de chimarrão e conversar. Enquanto isso, mais solicitações de orçamentos chegam por telefone e e-mail.

Em março deste ano, a Container Óleo, empresa especializada em manutenção de carros e motocicletas de São Miguel do Oeste, completou o primeiro aniversário. Para comemorar, lançou a campanha “Um ano de estrada”, com promoções especiais. Os sócios Fabio Luiz Schaurich, 40 anos, e Luiz Felipe Lazarotto, 21 anos, também trabalham em uma análise de viabilidade para expandir o negócio em franquias. A previsão é que isso ocorra em dois anos.

O primeiro ano da Container Óleo foi marcado pelo aumento nas vendas e o crescimento na carteira de clientes. O resultado provém do grande cuidado com atendimento e da determinação em facilitar a vida dos clientes. Eles são avisados quando as datas para troca do óleo estão próximas e o agendamento pode ser realizado pelo site da empresa, o que inclui serviço de leva e traz. Também é possível marcar troca de filtros, limpeza de ar condicionado, substituição de palhetas, extintores e triângulo.

Outra premissa levada a sério pela organização é a sustentabilidade. A estrutura da sede foi pensada a partir de três contêineres que ultrapassaram a vida útil de transporte. A escolha dos sócios permitiu uma economia de 30% em relação ao investimento necessário para uma construção comum e possibilita a mobilidade. Além disso, o descarte do óleo é feito em tanques coletados por uma empresa que reaproveita 90% dos produtos. Quando, eventualmente, ocorre um vazamento, nove fossas fazem o tratamento dos lubrificantes antes de infiltrar no solo.

A ideia
Quando Fabio foi aluno do curso superior em Gestão Comercial na Faculdade Senac em São Miguel do Oeste, elaborou, junto aos colegas, uma proposta de empresa chamada Container Café. A equipe organizou o plano de negócios como trabalho final da graduação, mas a implantação foi barrada pela falta de investidores. Fabio, no entanto, permaneceu com o projeto em mente, até que viu a possibilidade de adapta-lo para o segmento automotivo, em que já tem experiência. Ele comanda, junto com o irmão, uma oficina de autopeças fundada pelo pai.

Com a inquietação de empreendedor nato, Fabio percebeu a necessidade de serviços direcionados para troca de óleo. Aplicou, então, o que aprendeu no curso superior – a necessidade de estudar o ambiente antes de colocar uma ideia em prática. Fez uma pesquisa de mercado e apresentou para o seu sobrinho, Luiz Felipe, que também estava finalizando a graduação em Gestão Comercial na Faculdade Senac. Ele, por sua vez, pediu tempo para analisar, pois pensava em abrir um negócio na área de informática. No dia seguinte, ligou para o Fabio e aceitou a sociedade.

Foram cinco meses de preparação para abrir o negócio – desde projeto, aquisição de contêineres, licença ambiental, até a viabilização da estrutura. Fabio contribuiu com os conhecimentos na área e expertise de empresário. Luiz Felipe focou na atividade gerencial e mergulhou em informações sobre o segmento de manutenção automotiva. Segundo ele, o mercado é apaixonante porque sempre proporciona experiências novas.

Na abertura da Container Óleo, Fabio e Luiz Felipe contrataram profissionais de design para criação de marca, slogan e campanha de lançamento.  A divulgação ocorreu por meio do site e página no Facebook. Aos poucos, aquela empresa diferente, que para algumas pessoas parecia um bar descolado, passou a ser conhecida e referência em troca de óleo e filtros. Daqui a alguns anos, com a estratégia de expansão em franquias, a proposta de excelência em atendimento e sustentabilidade da Container Óleo certamente ganhará outras regiões.