Lugar de mulher é… na programação

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Vamos fazer um teste rápido?
Quem você acha que consome mais tecnologia: o homem ou a mulher?

Se você escolheu a segunda opção, parabéns – você sabe mais sobre o comportamento de consumo feminino do que muita gente por aí. De acordo com uma pesquisa realizada pela rede varejista americana Walmart, 63% das compras de produtos como notebooks, celulares, PCs e respectivos acessórios são realizadas por mulheres.

Quer saber outra curiosidade interessante sobre tecnologia e o público feminino? A primeira pessoa a programar para um computador foi uma mulher. O seu nome era Ada Lovelace, uma matemática e escritora britânica nascida em 1815. Contrariando as expectativas de seu pai, o poeta inglês Lord Byron, cujas crenças afirmavam que “as mulheres deveriam se ocupar com os afazeres domésticos”, Ada escreveu o primeiro algoritmo a ser processado por uma máquina, entrando para a história.

Contudo, apesar dessa ligação histórica entre a mulher e o início da Tecnologia da Informação, a participação feminina na área ainda é bastante limitada. Hoje, segundo pesquisas, as mulheres representam apenas 20% do total de trabalhadores do segmento e nas salas de aula dos cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Engenharia da Computação, elas geralmente são a minoria. Mesmo aqui, em Santa Catarina – estado cuja capital é considerada o “Vale do Silício brasileiro” – a tendência permanece a mesma: apenas 24,3% do empreendedorismo tecnológico é representado por mulheres.

Mas nem tudo está perdido. Se você é mulher e deseja aprender a programar ou conhece alguma com esse sonho, saiba que já existem diversas iniciativas que visam incentivar uma mudança cultural significativa neste mercado, como o Technovation Challenge, a Bolsa Toptal para Mulheres Desenvolvedoras e o grupo Anitas.

Conheça um pouco mais sobre cada uma delas abaixo.

1. Technovation Challenge

    Fonte: Technovation Challenge Brasil / Reprodução

    Um programa global de empreendedorismo e tecnologia voltado para o público feminino. São criados times de meninas com idade de 10 a 18 anos que, junto aos seus mentores, desenvolvem aplicativos para solucionar problemas sociais.

    Em 2015, a iniciativa impactou mais de 2.000 meninas em 21 estados brasileiros.

    >> Conheça: http://www.technovationchallenge.org/brasil

    2. Bolsa Toptal para Mulheres Desenvolvedoras

      Iniciativa que busca capacitar e apoiar mulheres que desejam se tornar engenheiras de software profissionais. As mulheres selecionadas receberão uma bolsa de estudos no valor de US$ 5.000 (o equivalente a cerca de R$ 18.500), cursos semanais de capacitação e o acompanhamento de um engenheiro de software sênior da empresa. O objetivo é auxiliar as vencedoras a alcançarem os seus objetivos profissionais com mais facilidade, equilibrando o mercado de trabalho tecnológico como um todo.

      >> Conheça: http://www.toptal.com/press-center/toptal-scholarships-for-female-developers

      3. Anitas

        Foto: Marco Favero / Agência RBS

        Localizado em Florianópolis, Anitas é um grupo de mulheres engajadas no empoderamento feminino na área de tecnologia e empreendedorismo. Com foco em contribuir para a igualdade de gênero nas oportunidades profissionais relacionadas ao ramo da ciência da computação, a iniciativa busca fornecer um espaço seguro para mulheres compartilharem conhecimentos, experiências, dúvidas e ideias por meio de workshops, cursos e palestras.

        >> Conheça: http://anitas.com.br/

        Seja no mundo da tecnologia ou não, a verdade é que as mulheres podem fazer qualquer coisa que elas quiserem. Se você concorda e tem uma boa história de superação para compartilhar com a gente, escreva nos comentários! ;-)

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