Gestão e Mercado

Torne sua casa um ambiente mais sustentável

A construção civil é um dos setores que mais tem crescido no Brasil nos últimos anos. A demanda por novos empreendimentos é grande e, por isso, a preocupação com o meio ambiente também deve ser. Em alguns anos, imóveis que não possuam alguns princípios básicos de sustentabilidade não serão tão valorizados quanto outros que tratam o assunto como indispensável. As vantagens de construir de maneira mais amigável ao meio ambiente ultrapassam os benefícios ecológicos, já que a sustentabilidade da obra permite a redução dos custos com contas fixas, manutenção e construção. Conheça algumas técnicas construtivas e atitudes que você pode realizar para ter uma residência mais sustentável.

Tijolo ecológico: este tipo de tijolo é assim chamado por não passar pelo processo de queima em sua fabricação. Entre as vantagens da utilização deste material estão a economia de materiais como cimento, areia para massa e reboco, ferragem, pintura, acabamento e mão de obra, pois a obra é realizada no sistema modular.

Wood Frame: este sistema construtivo consiste em levantar as paredes sob uma estrutura de madeira (geralmente Pinus, proveniente de áreas de reflorestamento). Após a montagem da estrutura, placas de OSB são encaixadas dando origem às paredes. O OSB é um painel estrutural produzido a partir de tiras de madeira de reflorestamento e possui alta resistência físico-mecânica.

Telhado verde: ter um telhado verde em casa traz vantagens para os moradores e para o meio ambiente. As plantas no telhado ajudam a reduzir a a poluição ambiental das grandes cidades, além de trazer conforto térmico na parte interna do imóvel. Para saber como ter um telhado verde em sua casa clique aqui.

Reaproveitamento de água: Nada mais sustentável do que aproveitar um recurso natural para suprir necessidades básicas de uma residência. A água captada através deste sistema não é potável para o consumo, mas pode ser usada em descargas ou para regar plantas, limpar áreas internas e externas, além de lavar roupas. A distribuição da água para áreas específicas da casa exige uma tubulação especial, que deve ser projetada antes da construção do imóvel.

Aquecimento solar: A água de toda a sua casa pode ser aquecida com o uso da energia solar. A tecnologia para a implementação da técnica já é dominada no Brasil, e, inclusive, algumas casas do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, já são entregues com as placas para o aquecimento da água. As placas com os cilindros de armazenagem da água ficam posicionados no telhado da residência e através de uma tubulação especial chegam até os chuveiros e torneiras. Entenda melhor clicando aqui.

Reciclagem: Item básico para uma casa sustentável. Separar os resíduos é o mínimo que se pode fazer para ajudar o meio ambiente. Materiais como plástico, alumínio, vidro e papel podem ser reciclados por indústrias e transformados em matéria-prima para dar origem a outros produtos. Tenha em sua casa uma lixeira para matéria orgânica e outra para os resíduos seco. Não esqueça também que óleo de cozinha e pilhas e baterias não devem ser descartados no ralo e no lixo comum.

Consumo consciente: Prestar atenção nas coisas que se consome é princípio básico para uma economia sustentável. Antes de comprar alimentos, roupas, acessórios, cosméticos e até mesmo eletrodomésticos e portáteis é importante se perguntar: você realmente precisa deste produto? Essa atitude evita o desperdício e a produção exagerada de lixo. E não esqueça de levar sua ecobag sempre que for às compras.

As melhores cidades para utilizar bicicletas

Recentemente a Espanha se juntou ao grupo de países europeus onde o número de bicicletas vendidas superou o de carros comercializados. Em toda a União Europeia, apenas 2 países vendem mais carros do que bicicletas: Bélgica e Luxemburgo. Os dados revelam uma tendência na busca por um estilo de vida mais saudável, barato e sustentável nesses locais, onde a estrutura para o uso desse tipo de veículo segue em expansão. Uma pesquisa da Copenhagenize, consultoria de planejamento e marketing especializada em assuntos relacionados ao transporte sobre duas rodas, listou as 19 melhores cidades do mundo para andar de bicicleta, de acordo com critérios como infraestrutura, amparo legal, programas de aluguel, sensação de segurança por parte dos ciclistas em relação aos demais modais de transporte, entre outros fatores. Na lista das 19 cidades mais bike friendly, que você vê abaixo, 15 estão na Europa. Do Brasil, apenas o Rio de Janeiro figura a lista. Confira.

1. Amsterdã, Holanda. A cidade é referência quando o assunto é trafegar de bicicleta. Suas ruas são todas adaptadas para a circulação de bikes, com ciclovias, corredores compartilhados, postos de aluguel e de guarda e até sinais especiais. Para ter uma ideia, 50% da população usa bicicleta como meio de transporte e o principal problema citado é a grande quantidade de bicicletas no centro da cidade.

2. Copenhague, Dinamarca. Na cidade, 50% da população usa a bicicleta como meio de transporte. Os moradores vão ao trabalho, à escola e até mesmo a bares utilizando bicicleta. A infraestrutura bem projetada é o diferencial do local, que busca a adaptação de ônibus, metrôs e outros meios de transporte para as bikes.

3. Utrech, Holanda. A 4ª maior cidade da Holanda também é exemplo no transporte sobre duas rodas. Cerca de 30% dos deslocamentos na cidade são feitos de bicicleta. De acordo com o relatório, o local é um exemplo para as pequenas cidades que desejam implementar a cultura da bicicleta.

4. Sevilha, Espanha. A cidade serve como exemplo de implementação de infraestrutura para o uso de bicicletas. Em 2006, apenas 0,5% do transporte era feito com as magrelas, que agora já representam 7% de participação.

5. Bordeaux, França. A cidade que é mais conhecida por seus vinhos, empata em 4º lugar com Sevilha no ranking das melhores cidades para andar de bicicleta. São mais de 200 km de vias na região central da cidade e cerca de 400 km nas periferias. As bikes correspondem a 10% dos meios de transporte do município.

6. Nantes, França. A cidade investe pesado em infraestrutura para bicicletas. Em 2009, um plano municipal foi implementado para ampliar as ciclovias. Serão cerca de 40 milhões de Euros investidos até 2014. A vontade política de mudar a realidade da cidade já resultou em quase 400 km de estrutura cicloviária.

7. Eindhoven, Holanda. Mais um município holandês na lista. O relatório coloca a cidade como uma das mais visionárias para circular com bicicletas. Uma das inovações é a Floating Roundabout, uma ponte estaiada de forma circular, criada especificamente para as magrelas.

8. Malmo, Suécia. O governo local prometeu um investimento de 47 milhões de euros para melhorar o tráfego de bikes na cidade. Uma das ações foi a criação de vias exclusivas para bicicletas e com nomes próprios, o que facilita a localização por GPS.

9. Berlim, Alemanha. Em Berlim, um dos pontos que contribui para o uso da bicicleta é a geografia da cidade, que é plana. Cerca de 13% da população utiliza a bicicleta como meio de transporte, o que é bastante significativo em relação ao tamanho da capital. Em alguns bairros o percentual pode chegar a 20% e 25%.

10. Dublin, Irlanda. Dublin registra um dos melhores programas de aluguel de bicicletas da Europa. Criado em 2010, mais de 2,5 milhões de alugueis já foram efetuados. Cerca de 10% da população usa a bike como principal meio de transporte, e o principal desafio agora é expandir os projetos de infraestrutura cicloviária para toda a cidade, que enfrenta uma crescente urbanização.

11. Tóquio, Japão. A maior cidade a figurar na lista tem um surpreendente sistema subterrâneo de estacionamento de bicicletas, que traz a tona a bike em apenas 30 segundos. Em Tóquio, para onde quer que se olhe as bicicletas estão presentes. Um exemplo de como os tipos de transporte podem se integrar e cooperar para o bem do trânsito.

12. Munique, Alemanha. A cidade tem alto investimento para estimular o uso de bicicletas por sua população. Cerca de 20% das pessoas já usam a bike como veículo de transporte diário. A infraestutura da cidade favorece o uso das magrelas: são cerca de 1200 km de faixas exclusivas.

13. Montreal, Canadá. Uma curiosidade a respeito do uso de bicicletas na cidade é que em Montreal as pessoas usam a bike também como transporte para a vida noturna. Com ciclovias que datam de 1980, a cidade foi a primeira da América do Norte a adotar um sistema público de aluguel de bikes. São mais de 5 mil veículos espalhados pela cidade.

14. Nagoia, Japão. No Japão, as bicicletas já fazem parte da cultura local, seja em centros urbanos ou em áreas rurais. Os moradores de Nagoia foram os primeiros a ser beneficiados com faixas exclusivas totalmente protegidas nas ruas mais movimentadas.

15. Rio de Janeiro, Brasil. A única cidade da América do Sul a fazer parte da lista tem uma modesta rede de ciclovias e alugueis de bike, mas com grande potencial para se expandir. O relatório destaca que em virtude dos grandes eventos esportivos, o Rio está em um momento propício para se tornar uma cidade amiga dos ciclistas.

16. Barcelona, Espanha. A cidade está amparada por uma ciclovia que rodeia toda a área metropolitana chamada Anel Verde. Desde 2007 há disponível para os moradores o sistema de aluguel de bicicletas e, hoje, 4% da população já utiliza a bike como meio de transporte diário. Apesar da vanguarda, a cidade ainda tem muito o que melhorar, de acordo com o relatório. São necessárias políticas públicas para a expansão das vias.

17. Budapeste, Hungria. A estrutura cicloviária não é muito abrangente na cidade, mas a prefeitura se empenha para criar uma rede que respeite os ciclistas. O órgão público organiza passeios comunitários que chegam a mobilizar até 80 mil pessoas.

18. Paris, França. Mais uma cidade onde as bicicletas fazem parte também do transporte para a vida noturna. Com um programa de aluguel de bikes disponível desde 2007, a cidade serviu de inspiração para Nova Iorque e Londres implementarem a bike como parte de seus programas de desenvolvimento sustentável.

19. Hamburgo, Alemanha. O uso da bicicleta tem atraído cada vez mais pessoas na cidade. O planejamento urbano já está sendo pensado de forma a entregar uma infraestrutura à altura da demanda, com faixas exclusivas e campanhas de educação no trânsito.

Senac sustentável

O Senac em Santa Catarina tem um compromisso com o meio ambiente em suas rotinas e processos. A sustentabilidade está inserida no dia a dia das Unidades por meio de ações internas e externas. O respeito à natureza e a conscientização de colaboradores e alunos são imprescindíveis para um ambiente em equilíbrio.

Conheça algumas ações que são realizadas no Senac e veja como você pode contribuir.

 Florianópolis e Saúde e Beleza:

As ações são planejadas e executadas pela Comissão Recicle Ideias, que é formada por colaboradores, orientadores e alunos. Entre os projetos realizados estão a coleta de pilhas e baterias, o trabalho sobre compostagem na Associação dos Funcionários Fiscais de Santa Catarina junto ao projeto Jovem Aprendiz e a parceria com a biblioteca para a arrecadação de produtos de higiene e limpeza.

Caçador:

Nessa Unidade todo o papel ofício fotocopiado ou impresso é utilizado para rascunho (inclusive para os alunos) e também para a confecção de bloquinhos de anotação. Os jornais são doados para entidades de reciclagem e as revistas de generalidades são levadas para asilos, hospitais e outras entidades assistenciais que atendam o público. Além disso, são colocadas em prática medidas para a economia de energia e aproveitamento de materiais de eventos.

Blumenau:

Na Unidade de Blumenau todo o material utilizado diariamente é separado para a reciclagem. Também é organizado um passeio ciclístico para a conscientização da população sobre mobilidade urbana, transporte sustentável, meio ambiente e a importância das ciclovias.

Brusque:

Em 2013, a Unidade de Brusque realizou ações socioambientais como palestras e intervenções urbanas. O projeto “Curativos Urbanos”, por exemplo, realizado com os alunos de Design de Interiores do Pronatec, espalhou por ruas, calçadas e árvores da cidade cartazes e curativos confeccionados pelos estudantes.

Rio do Sul:

Na biblioteca dessa Unidade a economia de papel é a ordem. Folhas são impressas dos dois lados, sempre que possível, e todas que ficam como rascunho são reutilizadas. Além disso, a separação dos resíduos é estimulada através de lixeiras específicas.

Joinville:

A Unidade Joinville é ponto de coleta de diversos materiais que não devem ser misturados ao lixo comum. Um deles é o óleo de cozinha, que, para o descarte, deve ser acondicionado depois de frio em uma garrafa pet. Da Unidade, o material segue para empresas licenciadas. Outro material recolhido em Joinville são chapas de raio-x. As películas de raios X possuem metais pesados altamente poluidores que, em contato com o solo, atingem o lençol freático e contaminam a água – podendo entrar na cadeia alimentar. As chapas são coletadas em uma caixa de papelão e recolhidas por uma empresa de Curitiba, que recicla o material produzindo embalagens com os plásticos e utilizando a prata na criação de joias. Além disso, os resíduos da Unidade são separados por tipo de material e uma campanha de conscientização foi feita para que os funcionários trocassem os copinhos de plástico por canecas.

Criciúma:

A biblioteca de Criciúma vende para uma empresa de reciclagem todo o papel que descarta (desde picotados, papeis de impressão, caixas que vem dos fornecedores de livros, etc) e com o recurso da venda, compra livros usados de literatura no sebo. Outros setores da Unidade também contribuem enviando para a biblioteca papéis que seriam destinados para o lixo.

Tubarão:

Na Unidade de Tubarão, todo o papel impresso é utilizado para rascunho e confecção de blocos de anotações, há lixeiras de coleta seletiva, controle do uso de energia, incentivo à caminhada para realização de tarefas de pequena distância e reutilização de envelopes. Para evitar o descarte de material bibliográfico, exemplares são disponibilizados a outras bibliotecas e expostos e mesa de doações. Além disso, no local as torneiras são temporizadas, para a redução do consumo de água.

Xanxerê

Em Xanxerê, foram distribuídos squeezes para cada aluno e colaborador da Unidade. Dessa forma não são utilizados e nem fornecidos copos descartáveis. Outra ação realizada no local é a conscientização dos alunos sobre a importância da reciclagem dos materiais.

Árvores pelo mundo: conheça espécies extraordinárias

A beleza de uma árvore nem sempre é facilmente percebida. Sua grandeza passa batida diante de tantos outros monumentos construídos pelo homem, isso quando não é derrubada pelo mesmo. A importância desse tipo de planta para o meio ambiente vai além da purificação do ar. As árvores têm papel fundamental  para a manutenção da paisagem natural, devido ao grande papel contra a erosão, já que absorve a água das chuvas pelas raízes e forma de barreiras contra a ação de enxurradas.

Existem, em alguns lugares do mundo, árvores centenárias. Algumas delas podem ser tão antigas, que datam da época em que os faraós construíram as esfinges. Em grandes centros, onde a maior parte da população está concentrada, não é comum haver exemplares como esses – muitos deram lugar a construções para o desenvolvimento das cidades. Mas, se você se encanta com este tipo de beleza, pode encontrar, ao menos pela internet, lindas árvores espalhadas pelo mundo. Confira em nossa galeria algumas delas.

Dia 21 de setembro é o Dia da Árvore, e a melhor forma de celebrar é preservando! “Cultive as raízes e você poderá aproveitar a sombra”.

1. Baobá, um ecossistema em uma única árvore – O baobá serve como fonte de vida para diversas espécies. Desde os menores insetos, até os elefantes, que a buscam pela água estocada em seu tronco. Nativa da Ilha de Madagascar, ela é um mundo em forma de planta.

2. Cerejeira, a delicada beleza oriental – Além de ser conhecida por sua beleza, a cerejeira é também uma madeira nobre. A floração desta árvores, em tons de rosa e branco, anuncia o início da primavera no Japão. Por ficar florida por aproximadamente uma semana, esta planta representa a beleza e a fragilidade da natureza e da própria vida.

3. Bristlecone pine, a árvore mais antiga – Bristlecone pine é uma espécie de pinheiro que vive no limite. Nativos de locais com mais de 3 mil metros de altitude, nas California’s White Mountains, nos Estados Unidos, suportam temperaturas congelantes e ventos fortes. O exemplar mais antigo, Methuselah, foi descoberto em 1957 e acredita-se que tenha aproximadamente 4.600 anos.

4. Ipê, para colorir e marcar o início da primavera – No final de agosto ou começo de setembro, as cidades e os campos são tomados por uma sucessão de cores. A planta é nativa da América do Sul e é facilmente vista no Brasil. Ipês amarelos, brancos e rosas tornam a estação ainda mais bonita.

5. Figueira mata pau, a árvore assassina – O nome da árvore se deve ao fato de que ela cresce sob outras árvores, mantando-as sufocadas. Esse processo acontece pois as sementes da árvore são espalhadas livremente pelas fezes dos animais que dela se alimentam. Quando germinam, começam a se desenvolver por cima de outras, exercendo uma pressão tão grande que impede o transporte da seiva.

6. Sequoia gigante, a maior árvore do mundo – A sequoia de 82,6 metros de altura, 25,9 metros de diâmetro, 1.814 toneladas e aproximadamente 2.100 anos e tem até nome: General Sherman. A árvore se encontra no Sequoia National Park, California, Estados Unidos.  A espécie tem sido plantada no Brasil para fins comerciais e de adaptação da espécie, já que seu lugar de origem está sendo destruído.

7. Cipreste mexicano, a árvore mais larga – 36 metros de diâmetro! Essa é a medida do cipreste mexicano. A Árvore de Santa María del Tule, localizada no estado de Oaxaca, México, ganhou um lugar no Guinness, o livro dos recordes, como a árvore com maior circunferência do mundo.

8. Castanheira, nada é desperdiçado – O ouriço, fruto da castanheira (do Pará), abriga sementes ricas em gordura e nutrientes em seu interior. Sua casca, muito dura, não pode ser quebrada por qualquer animal. No entanto, a cutia é capaz de abri-la e aproveitar seus frutos. Acontece que o mamífero não consome todas as castanhas de uma só vez, então, enterra-os. Muitas dessas castanhas são esquecidas, dando origem a novas castanheiras.

9. Embaúba, a pioneira – Esta planta é facilmente encontrada em clareiras e áreas desmatadas em recuperação. Suas folhas são largas, capazes de captar muita luz, aumentando a taxa de fotossíntese e, consequentemente, de crescimento. A embaúba é encontrada desde o México até o norte da Argentina.

10. Cajueiro, o gigante de Piragi – Atração do nordeste brasileiro, o Cajueiro de Piragi é o maior do mundo. Devido a uma mutação genética sua copa cresce sem parar. Para se ter uma ideia, seu tamanho é equivalente a um campo de futebol! Localizada em Natal, no Rio Grande do Norte, o cajueiro é ponto turístico do local e dá cerca de 70 mil frutos ao ano.

Fonte: National Geographic Brasil

 

 

Energia eólica: fonte limpa e sustentável

O Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado, com 45,3% da produção proveniente de fontes como recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar. As usinas hidrelétricas são responsáveis pela geração de mais de 75% da eletricidade do País. Vale lembrar que a matriz energética mundial é composta por 13% de fontes renováveis no caso de Países industrializados, caindo para 6% entre as nações em desenvolvimento.

Frente a esse cenário, o país investe cada vez mais em energia eólica, aquela gerada a partir da força dos ventos. De acordo com o Atlas Eólico Nacional, divulgado em 2001, o Brasil é o País da América Latina e Caribe com maior capacidade de produção de energia eólica, com potencial estimado de 143.000 Mega Watts (MW). Os enormes cataventos, que geram energia sem queima de combustíveis, já podem ser vistos em estados do Sul e do Nordeste do país.

Em Santa Catarina, o Parque Eólico de Água Doce, um dos maiores do Brasil, tem capacidade produtiva de 126 MW, o suficiente para abastecer 215 mil famílias, e gera energia para o município onde está localizado, além de cidades vizinhas. O baixo impacto ambiental é a principal vantagem deste tipo de produção. As torres são instaladas em lugares mapeados e preparados para esse fim, mudando a paisagem local e trazendo mais desenvolvimento e emprego para a região. Outro ponto a favor da geração de energia eólica é a independência de recursos limitados, como carvão e gás. Sendo o vento uma força da natureza inesgotável, é possível afirmar que a energia eólica é também inesgotável, e por isso, sustentável.

Veja abaixo um vídeo que explica o funcionamento das torres eólicas.

Monitoramento e educação ambiental: conheça a atuação do Técnico em Meio Ambiente

A preocupação com o meio ambiente está cada vez mais pertinente na gestão de indústrias, órgãos públicos e empresas privadas. Nesse contexto, é necessário que sejam contratados profissionais especializados e com conhecimento técnico para analisar e apresentar soluções para problemas ambientais. É aí que entram os Técnicos em Meio Ambiente. Os profissionais com essa formação são responsáveis por promover formas de uso sustentável dos recursos naturais durante o processo produtivo. Isso inclui, por exemplo, técnicas para reutilização de água em fábricas que têm alta demanda desse recurso e também identificação de soluções para o descarte correto de materiais tóxicos e/ou recicláveis.

A carreira para quem decide se tornar um Técnico em Meio Ambiente pode ser promissora. Além do trabalho em grandes empresas, os Técnicos em Meio Ambiente também atuam com controle da poluição, recuperação de zonas degradadas, educação ambiental, formação de equipes multidisciplinares para resolução de problemas ambientais, entre outras. Para atuar nesta área, o profissional precisa gostar e entender sobre alguns aspectos básicos ligados à natureza, biologia, química e legislação ambiental, como a importância do uso consciente dos recursos ambientais e a preservação do meio ambiente. A média salarial em Santa Catarina, de acordo com o site Salariômetro, é de R$ 1600,00.

Se você está interessado em ingressar nessa carreira, o Senac tem disponível o curso de Técnico em Meio Ambiente. Confira abaixo as Unidades que oferecem essa qualificação:

Senac de Jaraguá do Sul – Quem deseja realizar o curso pode entrar em contato com a Unidade para registro de interesse. Telefone: (47) 3275-8400.

Senac Lages – Quem deseja realizar o curso pode entrar em contato com a Unidade para registro de interesse. Telefone: (49) 3223-3855.

Florestas: um bem natural a favor da vida

Você pode até não lembrar diariamente da existência das florestas, mas deve saber que delas dependem o equilíbrio do meio ambiente. A importância desse ecossistema pode ser explicada em números: segundo o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, as florestas cobrem 31% (quase um terço, portanto) de toda a área terrestre do planeta, abrigam 300 milhões de pessoas e têm responsabilidade direta na garantia da sobrevivência de 1,6 bilhão de pessoas e de 80% da biodiversidade terrestre.

No Brasil, existem 4 principais ecossistemas florestais, sendo eles a Mata de Cocais, nos estados do Piauí e Maranhão; Floresta das Araucárias, na região sul; a Mata Atlântica, já quase completamente devastada no litoral brasileiro e a maior e mais famosa delas, a Floresta Amazônica. Somente as matas amazônicas cobrem 5,5 milhões de km²  do território nacional e tem cerca de 40 mil espécies de plantas registradas.  Por vezes, esses grandiosos números podem ser um prato cheio para exploradores de todos os tipos, desde madeireiros e extrativistas, que desmatam ilegalmente, até casos de biopirataria, quando cientistas estrangeiros entram na floresta, sem autorização de órgãos brasileiros, para obter amostras de plantas ou espécies animais. Depois, em seus países, pesquisam e desenvolvem substâncias, registram patente e lucram com isso. O grande problema é que o Brasil teria que pagar, futuramente, para utilizar substâncias cujas matérias-primas são originárias do nosso território.

Mesmo diante de tanta importância para o equilíbrio do planeta Terra, as grandes áreas verdes vêm sendo devastadas sem precedentes. A ideia de lucro imediato passada pela extração da madeira ganha frente ao uso consciente dos recursos deste ecossistema, que deveria passar pelo manejo florestal sustentável – extração planejada de madeira e outros produtos, como óleos, frutas, cascas, látex e mel, como uma forma de gerar renda para a população local, sem prejudicar tanto o ambiente.

Aí você pode se perguntar: como eu posso ajudar na preservação, assim de tão longe? De acordo com o estudo Quem se beneficia com a destruição da Amazônia, realizado em 2008 por iniciativa do Fórum Amazônia Sustentável e do Movimento Nossa São Paulo, as populações urbanas são as que mais se beneficiam dos recursos extraídos da floresta.

Você sabia que a carne que você come pode ser fruto do desmatamento? Os produtores de gado precisam cada vez mais de grandes áreas de pastagens para criar seus rebanhos, e derrubar árvores, vender a madeira e plantar pasto para a criação é uma maneira lucrativa de explorar o espaço. E isso acontece também com a soja. Assim, um primeiro passo é procurar saber a origem dos alimentos que consumimos, dos móveis que compramos e questionar sempre as suas escolhas. Como e onde foi cultivado este alimento? Os móveis de sua casa são de madeira certificada? Qual a origem dos materiais usados na reforma do seu imóvel? Você precisa mesmo mesmo de tudo o que compra?

A consciência ambiental ainda pode salvar nosso planeta. Preserve! :)

Fonte: Reciclick.

Foto: Araquém Alcântara

Descarte consciente de lixo eletrônico

O que você costuma fazer com seu celular antigo quando o troca por um novo? Ou o que você faz com as pilhas do controle remoto quando elas descarregam completamente? Se a sua resposta foi “jogo no lixo”, então você precisa rever seus conceitos. O lixo eletrônico é um sério problema ambiental. Baterias, celulares, microondas, TV’s, rádios, monitores e CPU’s são apenas alguns dos aparelhos eletrônicos que, quando trocados, não devem ser depositados em lixo comum. Muitos componentes desses produtos contém metais pesados, que ao serem descartados em lixões podem infectar pessoas que trabalham na separação dos materiais e contaminar a água e o solo.

O destino correto a ser dado para o lixo eletrônico são os pontos de coleta específicos. Recentemente o Senac Criciúma promoveu uma ação em parceria com a Prefeitura Municipal e a empresa TF Sul Lixo Eletrônico, para coletar os descartes da cidade. Na Grande Florianópolis diversas empresas prestam este serviço para a comunidade, e além disso, consertam e possibilitam a reutilização dos aparelhos que ainda estão em condições de uso.

O que você pode fazer como consumidor frequente de facilidades tecnológicas é se informar e, em hipótese alguma, descartar seus aparelhos eletrônicos no lixo comum. Ter consciência na hora de adquirir um aparelho de celular mais moderno ou um computador de última geração também é necessário para não gerar ainda mais lixo eletrônico. Repense suas atitudes e todos teremos um ambiente ainda melhor.

Reciclagem foi a palavra de ordem do carnaval 2013

Enquanto muitos se divertem durante os dias de carnaval, outros aproveitam para fazer dinheiro com aquilo que ninguém mais quer, o lixo. O Brasil é campeão mundial em reciclagem de latas de alumínio – a cada 100 latas produzidas no país, 98 são recicladas – e durante o período de festas a quantidade desse material aumenta muito, assim como plástico, vidro e papel também.

Em diversos locais onde a folia ocorre de forma organizada, como nos sambódromos, festivais e blocos de rua, cooperativas de reciclagem montam estações de recolhimento para estimular que os frequentadores da festa contribuam para a coleta depositando o material nos lugares devidos. Mas ainda assim, se isso não ocorrer, equipes treinadas recolhem e separam essa matéria prima.

Este ano, no sambódromo de São Paulo, foram recolhidas  pelo menos 10 toneladas de material reciclável durante os quatro dias de festa. No Rio de Janeiro, a Coca-Cola, em parceria com a Cooperativa Doe Seu Lixo, montou postos de coleta na Marquês de Sapucaí e em locais onde ocorrem os desfiles de blocos de rua. Cerca de 200 pessoas estiveram envolvidas com o projeto, entre coletores e equipes de triagem.

E não apenas os materiais recicláveis tiveram um destino digno neste carnaval. Algumas escolas de samba do Rio e de São Paulo, optaram por uma política de recolhimento de fantasias depois dos desfiles. Pela primeira vez, a Vila Isabel teve seu desfile monitorado por uma empresa especializada e compensará as emissões de carbono feitas durante o carnaval. É como se a escola rastreasse todo o processo produtivo do desfile da Sapucaí. Já a São Clemente disponibilizou caminhões para recolher as fantasias após o desfile. Das 3.200 fantasias que a agremiação levou à Sapucaí, a escola pediu a devolução de 2.500. Se recuperar mil fantasias, a escola pode ter um retorno de até R$ 200 mil.

Fonte: O Globo.

Seja sustentável e corte os gastos em casa

Atitudes simples e sustentáveis, que para muitas pessoas já estão inseridas no dia a dia, ainda parecem um desafio para tantas outras. Iniciativas como desligar a água da torneira enquanto escova os dentes ou tomar banho de maneira consciente, infelizmente, ainda não fazem parte da rotina de muitos brasileiros. Vale lembrar que atos sustentáveis ajudam não só o meio ambiente, mas também o bolso dos consumidores, que podem ter uma economia significativa nas contas de água e energia. Confira as dicas!

1. Ligue a tomada na hora certa

Tirar equipamentos eletrônicos da tomada é uma atitude simples e que pode fazer grande diferença. Estima-se que cerca de 15% da conta de energia de uma casa vem do consumo de aparelhos em stand-by.

2. Ilumine melhor seu espaço

Troque as lâmpadas. As fluorescentes consomem menos energia que as convencionais e duram mais tempo. Isso faz com que você gaste menos – e a sua conta de luz agradece. É sempre importante lembrar que na hora do descarte elas merecem uma atenção especial, pois contêm substâncias tóxicas como mercúrio e chumbo.

3. Dente limpo, consciência também

A economia de água na hora de escovar dentes é uma das mais simples. Basta fechar a torneira enquanto escova, que o gasto fica em torno de 1 ou 2 litros. Caso contrário, você pode chegar a gastar até 12 litros de uma vez só.

4. Jogue menos água pela descarga

Alguns modelos de descarga podem chegar consumir até 15 litros de água, mais do que o dobro determinado pelas normas técnicas, que são 6 litros. O ideal é dar preferência às caixas de descarga no lugar das válvulas.

5. Ar condicionado: amenize o uso

Evite usá-lo por muitas horas seguidas. O uso ininterrupto muitas vezes é apenas um hábito que pode ser mudado sem grandes esforços. Se você dorme com ele ligado a noite inteira, experimente ajustar o timer, que programa o desligamento após algum tempo.

6. Tome banho consciente

Procure tomar banhos mais curtos. Ao sair do banho um minuto antes do normal, você poupa de 3 a 6 litros de água, o que representa um grande volume somando o gasto de um período longo, como um ano inteiro.

7. Acumule menos louça

Em casa não faz sentido usar copos, pratos ou talheres descartáveis. Mesmo usando copos de vidro, evite pegar um limpo cada vez que for beber alguma coisa. Isso também ajuda a economizar na conta de água.

8. Óleo e pia não combinam

Um litro de óleo descartado incorretamente polui até 25 mil litros de água, pode entupir tubulações e encarece os processos de tratamento de água. Procure armazená-lo em garrafas e fazer a destinação correta.

9. Faça a sua coleta

Mantenha duas lixeiras na sua casa: uma para o lixo orgânico e outra para os recicláveis. Reciclar e reaproveitar são sempre boas ideias e ajudam você a repensar prioridades e práticas de consumo.


Fonte: Revista Super Interessante

Madeira Plástica: preservação e sustentabilidade

Poucas matérias primas provenientes da natureza são tão utilizadas quanto a madeira. Presente na construção civil, em barcos, móveis, nas fogueiras e postes de luz será fácil encontrar pelo menos duas peças que levam madeira ao seu redor nesse momento.

Por ser um material natural e abundante na flora brasileira a preocupação com a preservação da floresta e de algumas espécies de madeira é mínima. Mas, felizmente, aos poucos essa cultura está mudando. Com o avanço das pesquisas e a crescente preocupação no que diz respeito a um planeta sustentável, a tecnologia já joga a favor da natureza e da preservação da madeira.

Uma das inovações em prol do menor impacto ambiental é a madeira plástica. Ela é feita a partir do Polietileno de Alta Densidade (PAD) um tipo de plástico mais grosso encontrado em embalagens de produtos de limpeza, óleo de carros, shampoos, etc. Para que esse tipo de material se transforme em toras que tem cor, textura e peso de madeira natural, o PAD é triturado e transformado em grãos. O plástico moído é sugado por uma tubulação até o misturador. Ele recebe pigmento e um produto químico que dá aderência de madeira. Isso vira uma massa aquecida a 180 graus para ser rapidamente resfriada em água gelada, para condensar, a aproximadamente dez graus centígrados.

A madeira plástica é resistente ao sol e ao frio. Tem vida útil longa: dura em média 50 anos. É impermeável, fácil de limpar e manusear, e mais: cupins não gostam de plástico e se alguém colar chiclete ou pichar é simples de retirar.

Mesmo com tantas vantagens, ainda existe um motivo que impede sua popularização: o preço. Cerca de 30% mais cara do que a madeira natural, este ainda é um empecilho para seu maior uso no país. De acordo com os fabricantes, basta que a escala de produção aumente para que o preço diminua, e é isso que espera o mercado brasileiro.

Na lista de produtos fabricados a partir do material proveniente da reciclagem estão dormentes para ferrovias e tampas de bueiros – 30% mais leves que as de ferro fundido – além de móveis e decks para piscinas.

Para se ter uma ideia dos números que a economia sustentável pode atingir e quantidade de árvores que poderiam ter deixado de ser cortadas, em apenas uma fábrica, são produzidas 200 toneladas de madeira plástica por mês. Em seis anos de produção, evitou-se o corte de 180 mil árvores, o equivalente a 400 campos de futebol cobertos de florestas.

Diante desses dados, será que o Brasil precisa mesmo desmatar suas florestas?

Confira a matéria produzida pelo Jornal da Globo que mostra todo o processo de produção da madeira plástica.