Gestão e Mercado

Compostagem transforma resíduos em adubo orgânico

A compostagem é um processo biológico de decomposição, que transforma matéria orgânica – restos de origem vegetal ou animal – em uma mistura rica, que pode ser usada como adubo. Ou seja, as sobras de comida, podas de árvore, serragem, palha e muitos outros materiais orgânicos têm potencial para reaproveitamento, enriquecendo o solo em que serão cultivadas novas plantas.

O processo de compostagem é muito vantajoso, já que a matéria orgânica possui diferentes tipos de minerais. Quanto maior a variedade de materiais utilizados, também será grande a variedade de micro-organismos atuantes no solo. Outras vantagens desse tipo de reciclagem são a redução da contaminação e poluição ambiental e diminuição do lixo destinado a aterros sanitários.

Como fazer uma compostagem

É possível fazer uma compostagem até mesmo em locais onde não há um jardim. Você só precisa de uma caixa de plástico para acomodar os resíduos e alguns outros materiais. Veja abaixo a lista:

  •  Caixa de plástico
  •  Terra seca
  •  Resíduos orgânicos
  •  Estrume
  •  Borra de café

Para produzir o composto, o primeiro passo é fazer furos na caixa plástica. Depois disso, pique os resíduos orgânicos (este procedimento acelera a decomposição). Comece a montagem da composteira colocando um pouco de terra seca no fundo da caixa. Em seguida, coloque uma camada dos resíduos orgânicos. O terceiro passo é colocar o estrume, que fornece micro-organismos para a decomposição dos materiais. Para finalizar, coloque a borra de café, que evitará o aparecimento de mau cheiro e animais ou insetos. Feche a caixa e abra a cada três dias para revirar a terra. Após aproximadamente 2 meses, o composto obtido será ideal para adubar suas plantas. Clique e confira o resultado em vídeo.

 

Hortas urbanas: você já ouviu falar?

Atualmente, muito tem se discutido sobre alimentação. Será possível alimentar a população mundial daqui a algumas décadas? Todos conseguirão manter hábitos saudáveis? Essas questões podem parecer distantes da realidade neste momento, mas já estão sendo desenvolvidas soluções em muitos países. As hortas urbanas, por exemplo, são vistas em cidades como Nova Iorque e São Paulo, incentivando a produção de vegetais orgânicos.

Na década de 90, as hortas urbanas ganharam força em Cuba, impulsionadas pelo colapso da União Soviética, que resultou em uma forte crise de abastecimento de insumos para as monoculturas de Havana. Preocupados com a falta de alimentos para a população, os habitantes da capital cubana começaram a utilizar terrenos baldios e pátios para plantar frutas, legumes e verduras. Com o sucesso da ação, posteriormente o governo do país passou a incentivar as hortas urbanas.

A tendência das hortas urbanas se espalhou pelo mundo e, hoje, são encontradas plantações de 4 mil m² em Nova Iorque. Os espaços destinados às hortas podem ser privados, como varandas de apartamentos, ou públicos, tornando-se comunitárias. Independente da forma como é feita, a horta renderá alimentos frescos e livres de agrotóxicos, além de ser uma prática com foco educacional. Durante o processo, é importante apenas ter atenção em preparar o solo e evitar áreas próximas de ruas muito movimentadas.

O que você achou das hortas urbanas? Veja algumas fotos abaixo de plantações feitas no meio da cidade e um vídeo sobre iniciativa realizada nos Estados Unidos.

Up On The Farm (trailer) from Diane Nerwen on Vimeo.

Saiba como é feita a reciclagem do vidro

O vidro é um dos materiais que tem melhor aproveitamento para a reciclagem – 100% de sua matéria prima é transformada no mesmo material, formando um ciclo infinito, o que o torna sustentável.

Para realizar o processo de reciclagem, primeiramente os materiais são separados por cores: transparente, marrom e verde. Feito isso, os vidros são encaminhados para um triturador, que quebra a embalagem em pedaços, e para lavação, em que restos de rótulos ou conteúdo são retirados. Após esse processo, os cacos são aquecidos e fundidos a uma temperatura de 1300ºC, o que possibilita que o material seja moldado novamente.

Há uma estimativa de que, no Brasil, cerca de 40% das embalagens de vidro sejam produzidas a partir de material reciclado. Essa tendência contribui não só para o meio ambiente, mas também para a economia, pois reciclar o vidro é mais barato do que fabricá-lo. Para que esse processo seja contínuo e as embalagens de vidro não se percam em aterros sanitários ou no lixo comum, é imprescindível que seja feita a separação dos resíduos recicláveis. Fazendo isso, você está colaborando com o reaproveitamento de materiais e com a preservação de recursos naturais.

Apesar de ter alto índice de aproveitamento, nem todos os vidros podem ser reutilizados. Veja abaixo.

Recicláveis:

  • Garrafas de bebida alcoólica e não alcoólica
  • Frascos em geral (molhos, condimentos, remédios, perfumes, etc)
  • Potes de produtos alimentícios
  • Cacos de embalagens

Não recicláveis:

  • Espelhos, vidros de janela, box de banheiro, lâmpadas, cristal
  • Ampolas de remédios, formas, travessa e utensílios de vidro temperado
  • Vidros de automóveis
  • Tubos de televisão e válvulas.

Dia Nacional dos Recursos Naturais Renováveis

No dia 22 de fevereiro é comemorado o Dia do IBAMA e Dia Nacional dos Recursos Naturais Renováveis. O órgão foi criado em 1988, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, que dedicou um capítulo inteiro para as questões do meio ambiente no Brasil e divide a responsabilidade pela preservação e conservação entre governo e sociedade.

A partir da criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), 4 órgãos governamentais ligados ao meio ambiente foram fundidos: a Secretaria Especial do Meio Ambiente, a Superintendência da Borracha, a Superintendência do Desenvolvimento da Pesca e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. O IBAMA passou a ser o único órgão responsável pela gestão ambiental no país, tendo entre suas atribuições formular, coordenar, executar e fazer executar a política nacional do meio ambiente e da preservação, conservação e uso racional, fiscalização, controle e manutenção dos recursos naturais renováveis.

Os recursos naturais renováveis são aqueles que podem ser repostos pelo homem ou pela natureza após sua extração, como água, ventos, sol e ondas do mar. Mesmo que esses recursos sejam produzidos pela natureza e praticamente infinitos, é preciso utilizá-los de maneira sustentável para que não se tornem escassos. Para a plena manutenção do potencial energético que a natureza oferece, o homem precisa ter consciência de que ações indiscriminadas e sem planejamento a longo prazo são armadilhas de consumo. Conservar os recursos já disponíveis é a melhor maneira de garantir que as próximas gerações possam usufruir de todo o potencial e beleza que o meio ambiente oferece e que o homem necessita.

Ajude na conservação do ambiente durante suas férias

Aproveitar o período de férias na praia é uma delícia. Poder curtir o mar, o sol e o entardecer a beira-mar é um privilégio para muitas pessoas que trabalharam pesado durante o ano. Mas para que os dias de descanso não se tornem dias de estresse é preciso respeitar a natureza e todas as belezas que ela proporciona. Já imaginou que ruim chegar na praia e encontrar a areia cheia de lixo abandonado por pessoas mal educadas?

Para evitar transtornos com os resíduos gerados, especialmente em praias com menos infraestrutura, leve sempre com você uma sacolinha para o lixo. Todas as sobras do que consumido, inclusive as embalagens, devem ser acondicionas de maneira correta para evitar que a praia se torne um local intransitável por causa dos dejetos na areia. Outra dica para quem vai passar uma temporada em algum balneário, longe de sua casa na cidade, é checar a coleta seletiva na praia onde você ficará hospedado. A separação dos materiais recicláveis é uma atitude que deve ser levada para a vida e não pode tirar férias com você. Caso não haja a coleta, informe-se sobre coletores de lixo informais (catadores) ou locais de coleta e combine a melhor forma para destinar o material corretamente.

Outra atitude indispensável, caso você esteja reformando sua casa na praia, é contratar uma caçamba de entulhos. Deixar os restos de sua obra na rua ou na calçada não é legal pra ninguém e em muitas cidades é contra a lei. Consulte a legislação local e saiba o que fazer com aquilo que não terá mais utilidade na sua casa.

Gestos simples e que são comuns no seu dia a dia precisam se manter mesmo durante as férias. Aproveite os momentos de tempo livre e conheça os parques, lagoas, cachoeiras e praias de sua cidade. A natureza proporciona espetáculos diários que podem e devem ser apreciados. Respeite o meio ambiente, e caso você ainda não pratique atos de preservação das belezas naturais, essa é uma ótima oportunidade para começar. :)

Conheça projetos de megaconstruções sustentáveis para o futuro

A sustentabilidade é um dos assuntos mais debatidos nos últimos anos. Especialistas de todas as áreas, assim como a sociedade em geral, estão atentos aos impactos das ações humanas no meio ambiente e estudando formas de reduzir ­as consequências. Os prejuízos do crescimento desenfreado atingem não apenas a natureza, mas todos os seres que habitam o Planeta Terra. Por isso, muitos empreendimentos já são projetados considerando os fatores ambientais. No futuro, a tendência é que a arquitetura sustentável se firme ainda mais e evolua aliada à tecnologia.

Veja abaixo algumas megaconstruções sustentáveis que podem surgir no futuro:

Parque aéreo em Pequim: o Parque da Luz, um arranha-céu que flutua acima da terra, é uma solução para a falta de espaço nas grandes cidades onde ocorre um rápido crescimento da população. A construção possui um balão em forma de cogumelo cheio de hélio e hélices movidas à energia solar que a mantêm acima do chão. Coletores de chuva garantem água para irrigação de plantas e uso nos banheiros.

Parque aéreo em Pequim

Agricultura vertical no Aeroponic: para suprir a demanda de alimentos, especialmente arroz, com projeção até 2025, o projeto Aeroponic propõe a criação de fazendas verticais descentralizadas. A estrutura do projeto, que leva a assinatura do designer Jin Ho Kim, consiste em campos cultiváveis sustentados por bambu, que contam com sistema de irrigação natural.

Agricultura vertical no Aeroponic

Agricultura vertical no Aeroponic

Prédio que sequestra CO2: fugindo das tradicionais estruturas de aço e concreto, o “Big Wood” é um protótipo de construção em massa de madeira, que ajuda a capturar CO2 da atmosfera. Segundo especialistas, esse material causaria menor impacto ambiental e já está comprovado que seria possível construir estruturas de 30 andares ou mais.

Prédio que sequestra CO2

Ilhas coletoras: dois designers sul-coreanos desenvolveram um projeto que pretende acabar com as toneladas de plásticos que vagam pelo Oceano Pacífico, formando um verdadeiro lixão. A Kinectic Irlands varreria o mar aglutinando os resíduos plásticos em blocos. Depois de recobertos por solo sintético, os blocos funcionariam como elementos para construção de uma cidade flutuante. O solo poderá, ainda, receber terra para desenvolvimento de culturas agrícolas.

Ilhas coletoras

 

Torne sua casa um ambiente mais sustentável

A construção civil é um dos setores que mais tem crescido no Brasil nos últimos anos. A demanda por novos empreendimentos é grande e, por isso, a preocupação com o meio ambiente também deve ser. Em alguns anos, imóveis que não possuam alguns princípios básicos de sustentabilidade não serão tão valorizados quanto outros que tratam o assunto como indispensável. As vantagens de construir de maneira mais amigável ao meio ambiente ultrapassam os benefícios ecológicos, já que a sustentabilidade da obra permite a redução dos custos com contas fixas, manutenção e construção. Conheça algumas técnicas construtivas e atitudes que você pode realizar para ter uma residência mais sustentável.

Tijolo ecológico: este tipo de tijolo é assim chamado por não passar pelo processo de queima em sua fabricação. Entre as vantagens da utilização deste material estão a economia de materiais como cimento, areia para massa e reboco, ferragem, pintura, acabamento e mão de obra, pois a obra é realizada no sistema modular.

Wood Frame: este sistema construtivo consiste em levantar as paredes sob uma estrutura de madeira (geralmente Pinus, proveniente de áreas de reflorestamento). Após a montagem da estrutura, placas de OSB são encaixadas dando origem às paredes. O OSB é um painel estrutural produzido a partir de tiras de madeira de reflorestamento e possui alta resistência físico-mecânica.

Telhado verde: ter um telhado verde em casa traz vantagens para os moradores e para o meio ambiente. As plantas no telhado ajudam a reduzir a a poluição ambiental das grandes cidades, além de trazer conforto térmico na parte interna do imóvel. Para saber como ter um telhado verde em sua casa clique aqui.

Reaproveitamento de água: Nada mais sustentável do que aproveitar um recurso natural para suprir necessidades básicas de uma residência. A água captada através deste sistema não é potável para o consumo, mas pode ser usada em descargas ou para regar plantas, limpar áreas internas e externas, além de lavar roupas. A distribuição da água para áreas específicas da casa exige uma tubulação especial, que deve ser projetada antes da construção do imóvel.

Aquecimento solar: A água de toda a sua casa pode ser aquecida com o uso da energia solar. A tecnologia para a implementação da técnica já é dominada no Brasil, e, inclusive, algumas casas do programa Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, já são entregues com as placas para o aquecimento da água. As placas com os cilindros de armazenagem da água ficam posicionados no telhado da residência e através de uma tubulação especial chegam até os chuveiros e torneiras. Entenda melhor clicando aqui.

Reciclagem: Item básico para uma casa sustentável. Separar os resíduos é o mínimo que se pode fazer para ajudar o meio ambiente. Materiais como plástico, alumínio, vidro e papel podem ser reciclados por indústrias e transformados em matéria-prima para dar origem a outros produtos. Tenha em sua casa uma lixeira para matéria orgânica e outra para os resíduos seco. Não esqueça também que óleo de cozinha e pilhas e baterias não devem ser descartados no ralo e no lixo comum.

Consumo consciente: Prestar atenção nas coisas que se consome é princípio básico para uma economia sustentável. Antes de comprar alimentos, roupas, acessórios, cosméticos e até mesmo eletrodomésticos e portáteis é importante se perguntar: você realmente precisa deste produto? Essa atitude evita o desperdício e a produção exagerada de lixo. E não esqueça de levar sua ecobag sempre que for às compras.

As melhores cidades para utilizar bicicletas

Recentemente a Espanha se juntou ao grupo de países europeus onde o número de bicicletas vendidas superou o de carros comercializados. Em toda a União Europeia, apenas 2 países vendem mais carros do que bicicletas: Bélgica e Luxemburgo. Os dados revelam uma tendência na busca por um estilo de vida mais saudável, barato e sustentável nesses locais, onde a estrutura para o uso desse tipo de veículo segue em expansão. Uma pesquisa da Copenhagenize, consultoria de planejamento e marketing especializada em assuntos relacionados ao transporte sobre duas rodas, listou as 19 melhores cidades do mundo para andar de bicicleta, de acordo com critérios como infraestrutura, amparo legal, programas de aluguel, sensação de segurança por parte dos ciclistas em relação aos demais modais de transporte, entre outros fatores. Na lista das 19 cidades mais bike friendly, que você vê abaixo, 15 estão na Europa. Do Brasil, apenas o Rio de Janeiro figura a lista. Confira.

1. Amsterdã, Holanda. A cidade é referência quando o assunto é trafegar de bicicleta. Suas ruas são todas adaptadas para a circulação de bikes, com ciclovias, corredores compartilhados, postos de aluguel e de guarda e até sinais especiais. Para ter uma ideia, 50% da população usa bicicleta como meio de transporte e o principal problema citado é a grande quantidade de bicicletas no centro da cidade.

2. Copenhague, Dinamarca. Na cidade, 50% da população usa a bicicleta como meio de transporte. Os moradores vão ao trabalho, à escola e até mesmo a bares utilizando bicicleta. A infraestrutura bem projetada é o diferencial do local, que busca a adaptação de ônibus, metrôs e outros meios de transporte para as bikes.

3. Utrech, Holanda. A 4ª maior cidade da Holanda também é exemplo no transporte sobre duas rodas. Cerca de 30% dos deslocamentos na cidade são feitos de bicicleta. De acordo com o relatório, o local é um exemplo para as pequenas cidades que desejam implementar a cultura da bicicleta.

4. Sevilha, Espanha. A cidade serve como exemplo de implementação de infraestrutura para o uso de bicicletas. Em 2006, apenas 0,5% do transporte era feito com as magrelas, que agora já representam 7% de participação.

5. Bordeaux, França. A cidade que é mais conhecida por seus vinhos, empata em 4º lugar com Sevilha no ranking das melhores cidades para andar de bicicleta. São mais de 200 km de vias na região central da cidade e cerca de 400 km nas periferias. As bikes correspondem a 10% dos meios de transporte do município.

6. Nantes, França. A cidade investe pesado em infraestrutura para bicicletas. Em 2009, um plano municipal foi implementado para ampliar as ciclovias. Serão cerca de 40 milhões de Euros investidos até 2014. A vontade política de mudar a realidade da cidade já resultou em quase 400 km de estrutura cicloviária.

7. Eindhoven, Holanda. Mais um município holandês na lista. O relatório coloca a cidade como uma das mais visionárias para circular com bicicletas. Uma das inovações é a Floating Roundabout, uma ponte estaiada de forma circular, criada especificamente para as magrelas.

8. Malmo, Suécia. O governo local prometeu um investimento de 47 milhões de euros para melhorar o tráfego de bikes na cidade. Uma das ações foi a criação de vias exclusivas para bicicletas e com nomes próprios, o que facilita a localização por GPS.

9. Berlim, Alemanha. Em Berlim, um dos pontos que contribui para o uso da bicicleta é a geografia da cidade, que é plana. Cerca de 13% da população utiliza a bicicleta como meio de transporte, o que é bastante significativo em relação ao tamanho da capital. Em alguns bairros o percentual pode chegar a 20% e 25%.

10. Dublin, Irlanda. Dublin registra um dos melhores programas de aluguel de bicicletas da Europa. Criado em 2010, mais de 2,5 milhões de alugueis já foram efetuados. Cerca de 10% da população usa a bike como principal meio de transporte, e o principal desafio agora é expandir os projetos de infraestrutura cicloviária para toda a cidade, que enfrenta uma crescente urbanização.

11. Tóquio, Japão. A maior cidade a figurar na lista tem um surpreendente sistema subterrâneo de estacionamento de bicicletas, que traz a tona a bike em apenas 30 segundos. Em Tóquio, para onde quer que se olhe as bicicletas estão presentes. Um exemplo de como os tipos de transporte podem se integrar e cooperar para o bem do trânsito.

12. Munique, Alemanha. A cidade tem alto investimento para estimular o uso de bicicletas por sua população. Cerca de 20% das pessoas já usam a bike como veículo de transporte diário. A infraestutura da cidade favorece o uso das magrelas: são cerca de 1200 km de faixas exclusivas.

13. Montreal, Canadá. Uma curiosidade a respeito do uso de bicicletas na cidade é que em Montreal as pessoas usam a bike também como transporte para a vida noturna. Com ciclovias que datam de 1980, a cidade foi a primeira da América do Norte a adotar um sistema público de aluguel de bikes. São mais de 5 mil veículos espalhados pela cidade.

14. Nagoia, Japão. No Japão, as bicicletas já fazem parte da cultura local, seja em centros urbanos ou em áreas rurais. Os moradores de Nagoia foram os primeiros a ser beneficiados com faixas exclusivas totalmente protegidas nas ruas mais movimentadas.

15. Rio de Janeiro, Brasil. A única cidade da América do Sul a fazer parte da lista tem uma modesta rede de ciclovias e alugueis de bike, mas com grande potencial para se expandir. O relatório destaca que em virtude dos grandes eventos esportivos, o Rio está em um momento propício para se tornar uma cidade amiga dos ciclistas.

16. Barcelona, Espanha. A cidade está amparada por uma ciclovia que rodeia toda a área metropolitana chamada Anel Verde. Desde 2007 há disponível para os moradores o sistema de aluguel de bicicletas e, hoje, 4% da população já utiliza a bike como meio de transporte diário. Apesar da vanguarda, a cidade ainda tem muito o que melhorar, de acordo com o relatório. São necessárias políticas públicas para a expansão das vias.

17. Budapeste, Hungria. A estrutura cicloviária não é muito abrangente na cidade, mas a prefeitura se empenha para criar uma rede que respeite os ciclistas. O órgão público organiza passeios comunitários que chegam a mobilizar até 80 mil pessoas.

18. Paris, França. Mais uma cidade onde as bicicletas fazem parte também do transporte para a vida noturna. Com um programa de aluguel de bikes disponível desde 2007, a cidade serviu de inspiração para Nova Iorque e Londres implementarem a bike como parte de seus programas de desenvolvimento sustentável.

19. Hamburgo, Alemanha. O uso da bicicleta tem atraído cada vez mais pessoas na cidade. O planejamento urbano já está sendo pensado de forma a entregar uma infraestrutura à altura da demanda, com faixas exclusivas e campanhas de educação no trânsito.

Senac sustentável

O Senac em Santa Catarina tem um compromisso com o meio ambiente em suas rotinas e processos. A sustentabilidade está inserida no dia a dia das Unidades por meio de ações internas e externas. O respeito à natureza e a conscientização de colaboradores e alunos são imprescindíveis para um ambiente em equilíbrio.

Conheça algumas ações que são realizadas no Senac e veja como você pode contribuir.

 Florianópolis e Saúde e Beleza:

As ações são planejadas e executadas pela Comissão Recicle Ideias, que é formada por colaboradores, orientadores e alunos. Entre os projetos realizados estão a coleta de pilhas e baterias, o trabalho sobre compostagem na Associação dos Funcionários Fiscais de Santa Catarina junto ao projeto Jovem Aprendiz e a parceria com a biblioteca para a arrecadação de produtos de higiene e limpeza.

Caçador:

Nessa Unidade todo o papel ofício fotocopiado ou impresso é utilizado para rascunho (inclusive para os alunos) e também para a confecção de bloquinhos de anotação. Os jornais são doados para entidades de reciclagem e as revistas de generalidades são levadas para asilos, hospitais e outras entidades assistenciais que atendam o público. Além disso, são colocadas em prática medidas para a economia de energia e aproveitamento de materiais de eventos.

Blumenau:

Na Unidade de Blumenau todo o material utilizado diariamente é separado para a reciclagem. Também é organizado um passeio ciclístico para a conscientização da população sobre mobilidade urbana, transporte sustentável, meio ambiente e a importância das ciclovias.

Brusque:

Em 2013, a Unidade de Brusque realizou ações socioambientais como palestras e intervenções urbanas. O projeto “Curativos Urbanos”, por exemplo, realizado com os alunos de Design de Interiores do Pronatec, espalhou por ruas, calçadas e árvores da cidade cartazes e curativos confeccionados pelos estudantes.

Rio do Sul:

Na biblioteca dessa Unidade a economia de papel é a ordem. Folhas são impressas dos dois lados, sempre que possível, e todas que ficam como rascunho são reutilizadas. Além disso, a separação dos resíduos é estimulada através de lixeiras específicas.

Joinville:

A Unidade Joinville é ponto de coleta de diversos materiais que não devem ser misturados ao lixo comum. Um deles é o óleo de cozinha, que, para o descarte, deve ser acondicionado depois de frio em uma garrafa pet. Da Unidade, o material segue para empresas licenciadas. Outro material recolhido em Joinville são chapas de raio-x. As películas de raios X possuem metais pesados altamente poluidores que, em contato com o solo, atingem o lençol freático e contaminam a água – podendo entrar na cadeia alimentar. As chapas são coletadas em uma caixa de papelão e recolhidas por uma empresa de Curitiba, que recicla o material produzindo embalagens com os plásticos e utilizando a prata na criação de joias. Além disso, os resíduos da Unidade são separados por tipo de material e uma campanha de conscientização foi feita para que os funcionários trocassem os copinhos de plástico por canecas.

Criciúma:

A biblioteca de Criciúma vende para uma empresa de reciclagem todo o papel que descarta (desde picotados, papeis de impressão, caixas que vem dos fornecedores de livros, etc) e com o recurso da venda, compra livros usados de literatura no sebo. Outros setores da Unidade também contribuem enviando para a biblioteca papéis que seriam destinados para o lixo.

Tubarão:

Na Unidade de Tubarão, todo o papel impresso é utilizado para rascunho e confecção de blocos de anotações, há lixeiras de coleta seletiva, controle do uso de energia, incentivo à caminhada para realização de tarefas de pequena distância e reutilização de envelopes. Para evitar o descarte de material bibliográfico, exemplares são disponibilizados a outras bibliotecas e expostos e mesa de doações. Além disso, no local as torneiras são temporizadas, para a redução do consumo de água.

Xanxerê

Em Xanxerê, foram distribuídos squeezes para cada aluno e colaborador da Unidade. Dessa forma não são utilizados e nem fornecidos copos descartáveis. Outra ação realizada no local é a conscientização dos alunos sobre a importância da reciclagem dos materiais.

Árvores pelo mundo: conheça espécies extraordinárias

A beleza de uma árvore nem sempre é facilmente percebida. Sua grandeza passa batida diante de tantos outros monumentos construídos pelo homem, isso quando não é derrubada pelo mesmo. A importância desse tipo de planta para o meio ambiente vai além da purificação do ar. As árvores têm papel fundamental  para a manutenção da paisagem natural, devido ao grande papel contra a erosão, já que absorve a água das chuvas pelas raízes e forma de barreiras contra a ação de enxurradas.

Existem, em alguns lugares do mundo, árvores centenárias. Algumas delas podem ser tão antigas, que datam da época em que os faraós construíram as esfinges. Em grandes centros, onde a maior parte da população está concentrada, não é comum haver exemplares como esses – muitos deram lugar a construções para o desenvolvimento das cidades. Mas, se você se encanta com este tipo de beleza, pode encontrar, ao menos pela internet, lindas árvores espalhadas pelo mundo. Confira em nossa galeria algumas delas.

Dia 21 de setembro é o Dia da Árvore, e a melhor forma de celebrar é preservando! “Cultive as raízes e você poderá aproveitar a sombra”.

1. Baobá, um ecossistema em uma única árvore – O baobá serve como fonte de vida para diversas espécies. Desde os menores insetos, até os elefantes, que a buscam pela água estocada em seu tronco. Nativa da Ilha de Madagascar, ela é um mundo em forma de planta.

2. Cerejeira, a delicada beleza oriental – Além de ser conhecida por sua beleza, a cerejeira é também uma madeira nobre. A floração desta árvores, em tons de rosa e branco, anuncia o início da primavera no Japão. Por ficar florida por aproximadamente uma semana, esta planta representa a beleza e a fragilidade da natureza e da própria vida.

3. Bristlecone pine, a árvore mais antiga – Bristlecone pine é uma espécie de pinheiro que vive no limite. Nativos de locais com mais de 3 mil metros de altitude, nas California’s White Mountains, nos Estados Unidos, suportam temperaturas congelantes e ventos fortes. O exemplar mais antigo, Methuselah, foi descoberto em 1957 e acredita-se que tenha aproximadamente 4.600 anos.

4. Ipê, para colorir e marcar o início da primavera – No final de agosto ou começo de setembro, as cidades e os campos são tomados por uma sucessão de cores. A planta é nativa da América do Sul e é facilmente vista no Brasil. Ipês amarelos, brancos e rosas tornam a estação ainda mais bonita.

5. Figueira mata pau, a árvore assassina – O nome da árvore se deve ao fato de que ela cresce sob outras árvores, mantando-as sufocadas. Esse processo acontece pois as sementes da árvore são espalhadas livremente pelas fezes dos animais que dela se alimentam. Quando germinam, começam a se desenvolver por cima de outras, exercendo uma pressão tão grande que impede o transporte da seiva.

6. Sequoia gigante, a maior árvore do mundo – A sequoia de 82,6 metros de altura, 25,9 metros de diâmetro, 1.814 toneladas e aproximadamente 2.100 anos e tem até nome: General Sherman. A árvore se encontra no Sequoia National Park, California, Estados Unidos.  A espécie tem sido plantada no Brasil para fins comerciais e de adaptação da espécie, já que seu lugar de origem está sendo destruído.

7. Cipreste mexicano, a árvore mais larga – 36 metros de diâmetro! Essa é a medida do cipreste mexicano. A Árvore de Santa María del Tule, localizada no estado de Oaxaca, México, ganhou um lugar no Guinness, o livro dos recordes, como a árvore com maior circunferência do mundo.

8. Castanheira, nada é desperdiçado – O ouriço, fruto da castanheira (do Pará), abriga sementes ricas em gordura e nutrientes em seu interior. Sua casca, muito dura, não pode ser quebrada por qualquer animal. No entanto, a cutia é capaz de abri-la e aproveitar seus frutos. Acontece que o mamífero não consome todas as castanhas de uma só vez, então, enterra-os. Muitas dessas castanhas são esquecidas, dando origem a novas castanheiras.

9. Embaúba, a pioneira – Esta planta é facilmente encontrada em clareiras e áreas desmatadas em recuperação. Suas folhas são largas, capazes de captar muita luz, aumentando a taxa de fotossíntese e, consequentemente, de crescimento. A embaúba é encontrada desde o México até o norte da Argentina.

10. Cajueiro, o gigante de Piragi – Atração do nordeste brasileiro, o Cajueiro de Piragi é o maior do mundo. Devido a uma mutação genética sua copa cresce sem parar. Para se ter uma ideia, seu tamanho é equivalente a um campo de futebol! Localizada em Natal, no Rio Grande do Norte, o cajueiro é ponto turístico do local e dá cerca de 70 mil frutos ao ano.

Fonte: National Geographic Brasil

 

 

Energia eólica: fonte limpa e sustentável

O Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado, com 45,3% da produção proveniente de fontes como recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar. As usinas hidrelétricas são responsáveis pela geração de mais de 75% da eletricidade do País. Vale lembrar que a matriz energética mundial é composta por 13% de fontes renováveis no caso de Países industrializados, caindo para 6% entre as nações em desenvolvimento.

Frente a esse cenário, o país investe cada vez mais em energia eólica, aquela gerada a partir da força dos ventos. De acordo com o Atlas Eólico Nacional, divulgado em 2001, o Brasil é o País da América Latina e Caribe com maior capacidade de produção de energia eólica, com potencial estimado de 143.000 Mega Watts (MW). Os enormes cataventos, que geram energia sem queima de combustíveis, já podem ser vistos em estados do Sul e do Nordeste do país.

Em Santa Catarina, o Parque Eólico de Água Doce, um dos maiores do Brasil, tem capacidade produtiva de 126 MW, o suficiente para abastecer 215 mil famílias, e gera energia para o município onde está localizado, além de cidades vizinhas. O baixo impacto ambiental é a principal vantagem deste tipo de produção. As torres são instaladas em lugares mapeados e preparados para esse fim, mudando a paisagem local e trazendo mais desenvolvimento e emprego para a região. Outro ponto a favor da geração de energia eólica é a independência de recursos limitados, como carvão e gás. Sendo o vento uma força da natureza inesgotável, é possível afirmar que a energia eólica é também inesgotável, e por isso, sustentável.

Veja abaixo um vídeo que explica o funcionamento das torres eólicas.