Gestão e Mercado

Consciência ambiental: reduza, reuse, recicle

Você já reparou na quantidade de lixo que produz? Entre copos descartáveis, guardanapos, canudinhos, embalagens de produtos de uso pessoal e comida, os brasileiros geram cerca de 1 kg de resíduos diariamente. A questão do lixo está além da simples separação caseira para o descarte correto, antes de consumir algo é preciso ter consciência ambiental. Isso significa entender o impacto da obsolescência programagada de equipamentos eletrônicos e o que milhares de toneladas de materiais jogados fora incorretamente podem causar. No vídeo abaixo você pode entender um pouco mais sobre o assunto.

Pode parecer difícil reduzir, reutilizar e reciclar materiais de uso diário, mas este é um ato de cidadania. A chave para colocar em prática uma vida mais sustentável é o planejamento. A designer gráfica Cristal Muniz, de Florianópolis, é dona do blog Um ano sem lixo. A jovem de 23 anos, decidiu ter um estilo de vida mais limpo inspirada pela blogueira Lauren Singer, que está há dois anos sem produzir lixo. Cristal iniciou o desafio neste ano e aos poucos foi mudando seus hábitos de consumo e encontrando produtos alternativos para o uso em higiene pessoal e limpeza. Uma das dicas primordiais dada pela blogueira brasileira para quem deseja reduzir a produção de resíduos é ter sempre consigo um kit contendo guardanapo e sacola de pano, talheres, hashis (para sushi) e um copo retrátil de alumínio. Outra dica é nunca sair de casa para fazer compras sem planejamento, essa atitude pode fazer com que você adquira coisas que não precisa e leve pra casa embalagens desnecessárias. Para o lixo orgânico recomenda-se a produção de uma composteira caseira.

Em pesquisa recente da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) o Brasil aparece em 5º lugar no ranking dos países que mais produzem lixo. Este é um dado preocupante, visto que o país possui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, determinada por lei em agosto de 2010, que prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, assim como a destinação adequada dos rejeitos. O cumprimento da lei depende de ações públicas dos estados e municípios, mas cada um pode fazer a sua parte. Ações simples como não jogar lixo no chão, evitar o desperdício de alimentos, utilizar sacolas e guardanapos de pano e separar os materiais para o descarte correto devem fazer parte da rotina de todos.

Espalhe este conteúdo e esta atitude por aí! Consciência ambiental faz parte de um mundo melhor. :)

O que tornamos obsoleto antes do tempo

Quantos objetos você tem ao seu redor? Estamos cercados por uma infinidade de coisas que possuem a função de facilitar a nossa vida. Temos a capacidade de desenvolver mais “necessidades” conforme surgem novidades. Nesse mar de opções, acabamos descartando o que já não é mais tão atraente, diminuindo o ciclo de vida e tornando obsoletos itens perfeitamente funcionais.

Ao voltar os olhos algumas décadas vemos como a duração dos produtos diminuíram devido a chamada obsolescência programada.  A intenção das empresas é encurtar a durabilidade, para ter um maior fluxo de vendas, o que prejudica a qualidade das mercadorias. Em muitos casos isso não se dá de maneira proposital, mas em decorrência de diminuição dos custos de produção. A consequência dessas atitudes é que preocupa: o aumento da geração de lixo.

A questão é que somos capazes de minimizar os impactos e aumentar a vida útil do que nos cerca. O problema é que na grande maioria das vezes, mesmo refletindo sobre o meio ambiente, não conseguimos resistir às novidades e damos abertura para a obsolescência percebida. O termo é utilizado para definir quando um item parece ultrapassado devido à grande quantidade de lançamentos e constrói-se o desejo de trocar o velho pelo novo, diminuindo drasticamente o ciclo de vida dos produtos.

É preciso repensar os nossos modelos de comportamento priorizando o que realmente for necessário. Ao constatar que temos um mundo finito e que os excessos de consumo cedo ou tarde trarão um grande prejuízo. Praticar escolhas simples como postergar a troca do celular, enquanto o mesmo ainda se mostre funcional, já pode ser um postura acertada. Outra possibilidade é passar adiante ao invés de descartar. Você pode fazer isso através de sites de troca e vendas existentes, essa é a ideia do consumo colaborativo.

Do ponto de vista das empresas, é muito importante ficar atento ao comportamento do consumidor. Com o fácil acesso a informação reconhecer os erros e acertos das empresas é frequente. Basta uma falha para prejudicar todo negócio. Por isso, siga a corrente de pensamento do Marketing 3.0, introduzida pelo professor Philip Kotler, focada no ser humano. Nele o desenvolvimento dos produtos e serviços devem atender às expectativas de tornar o mundo um lugar melhor.

Fique por dentro das tendências com a Pós em Marketing Estratégico do Senac. Assim você desenvolve seu lado pessoal e profissional para contribuir com um mundo melhor.

Curta, compartilhe e inspire-se por essas ideias! ;-)

Saiba o que é um sistema hidropônico

Um solo nem sempre é necessário para cultivar plantas. A prova disso é a hidroponia, técnica que consiste no plantio de hortaliças, por exemplo, por meio de uma solução aquosa, balanceada com nutrientes fundamentais para que elas se desenvolvam.

As raízes são expostas a uma solução, que geralmente é composta por água pura e minerais dissolvidos; sendo submetida a condições adequadas de pressão osmótica, pH, oxigenação e temperatura.

Os alimentos plantados desta forma têm mais qualidade, crescem mais rápido e também trazem benefícios e vantagens para a sociedade. A redução da mão de obra, do uso de agrotóxicos e a diminuição do tempo de cultivo, são pontos a serem destacados. Porém, é um método caro.
Para a implementação da hidroponia é preciso construir estufas, instalar sistemas hidráulicos e elétricos, mesas e aparelhos de alto custo e que necessitam de manutenções constantes.

Países como Japão, Estados Unidos, Holanda e França se destacam pela prática. Já no Brasil, a principal produção hidropônica se concentra em São Paulo. A alface é a espécie mais cultivada por sistemas hidropônicos na atualidade, mas, tomate, morango, arroz, couve, pimentão e outros alimentos também podem ser plantados.

E aí, conta pra gente! Você sabia dessa prática? Conhece mais alguma outra que não envolve solo? Queremos sua opinião.

Formas diferenciadas para gerar energia

Há muitas formas de gerar energia. A hidrelétrica, eólica e solar são exemplos que já conhecemos e estamos habituados a ouvir e falar sobre. Agora, você sabia que também é possível gerar energia a partir do calor corporal, do biogás e da biomassa? Descubra como funcionam algumas dessas tecnologias:

Biogás
O biogás é criado a partir do lixo orgânico de esgoto, aterros sanitários e dejetos de fazendas. Algumas tubulações acabam captando o metano – gás liberado pela matéria orgânica em decomposição – e o usam para gerar energia. Essa energia pode ser usada para cozinhar ou aquecer algo e, também, como combustível.

Biomassa
Através da queima de palha de milho, casca de arroz e bagaço de cana, por exemplo, pode ser obtida a biomassa. No período que cai o nível de água nos reservatórios das hidrelétricas é quando ocorre a safra da cana – o que acaba sendo uma grande vantagem para obter esse tipo de energia.

Geotérmica
Um exemplo de como esta tecnologia funciona é a forma que moradores dos arredores da cidade de Reykjavik, na Islândia, encontraram para se aquecer. Eles usam a água aquecida pela atividade vulcânica para levar eletricidade para a região em que moram.

Ondas
As ondas geram energia equivalente a aproximadamente cinco vezes o consumo mundial de eletricidade (muita coisa, não é mesmo?) e o Pelamis, equipamento criado na Escócia, em 1998, converte ondas em eletricidade.

Células a combustível hidrogênio
O hidrogênio, além de ser um elemento em abundância, tem alta taxa de energia. Quando produzido a partir de recursos renováveis, pode se tornar uma grande forma de armazenar eletricidade. A operação dele produz baixo impacto ambiental, não tem ruídos, combustão e vibrações, tendo uma baixa taxa de poluição. O motor de um planador, por exemplo, já foi criado para funcionar exclusivamente com hidrogênio.

Calor Corporal
Em Estocolmo, cerca de 250 mil pessoas utilizam a Estação Central todos os dias. O calor que elas emanam é o suficiente para aumentar a temperatura do local em 22 a 25 graus. A Suécia tem desenvolvido um sistema que extrai o excesso de calor produzido pelo corpo a partir de trocadores de calor de um sistema de ventilação que substitui o ar-condicionado.

E aí, você conhece mais alguma outra forma diferente de geração de energia? Nos conta, vai!

Como sua empresa pode contribuir com a preservação da natureza

O número de empresas preocupadas com o meio ambiente vem crescendo cada vez mais. As ideias para colaborar com a preservação da natureza são muitas e vão de atitudes extremamente simples a projetos que demandam tempo e estudo.

O Itaú Unibanco, por exemplo, se destaca quando o assunto é sustentabilidade. Segundo o site da revista Exame, a empresa foi eleita a mais sustentável de 2013 e ganhou destaque ao disponibilizar bicicletas para a população, visando a melhoria da mobilidade urbana.

A Natura também contribui com o meio ambiente. Ela foi a primeira a vender produtos como xampus e cosméticos em refis. Além disso, para transportar seus produtos, os veículos de pequeno porte da empresa são abastecidos apenas com GNV e álcool no lugar da gasolina. Outra empresa que investe em projetos de preservação da natureza é a Petrobras. No site da companhia é possível conferir em quais áreas de preservação ela atua.

Se você é empreendedor e também quer adotar práticas sustentáveis, algumas atitudes simples podem transformar o seu dia a dia e de toda a sociedade. Sabe aqueles papeis extras que você imprimiu e que iriam para o lixo? Transforme-os em blocos de notas. Opte por lâmpadas fluorescentes no escritório e, quando puder, abra as janelas! Deixe a luz natural entrar o vento arejar a sala. Além disso, não se esqueça de fazer a coleta seletiva.

Desligue os monitores dos computadores quando você sair para almoçar, por exemplo. E, quando o expediente terminar, tire os eletrônicos da tomada.
Se você trabalha perto da empresa, procure fazer uma caminhada ou opte pela bicicleta no lugar do carro.

Você também pode se inspirar na ideia do Senac. A empresa disponibilizou uma caneca para colaborador, incentivando a preservação do meio ambiente. Dessa forma, todos podem tomar água e aquele cafezinho gostoso sem usar copos plásticos.

Com todas essas ideias ficou difícil não se inspirar, não é mesmo?
Vamos colocar essas dicas em prática e cuidar da natureza? Só temos a ganhar com isso! =)

Conheça as principais plantas aromáticas e como cultivá-las

As plantas aromáticas são muito valiosas para a preparação de receitas e chás, trazendo sabores diferenciados. O processo fica ainda melhor quando os temperos são frescos e colhidos na hora, o que preserva substâncias benéficas para a saúde. Hoje em dia, é possível cultivar uma horta em muitos ambientes, que, basicamente, precisam ter entrada de luz solar, de preferência pela manhã, e disponibilidade de água.

Para quem está interessado em ter a própria, a orientadora de Paisagismo e Jardinagem do Senac em Santa Catarina, Iara Reinke, dá algumas dicas importantes. “O solo deve ser leve e fértil para que as raízes tenham facilidade de penetrar e se desenvolver. Caso o plantio seja feito em floreiras ou vasos, é bom cuidar com a drenagem, podendo usar pedras ou cascalhos.” A especialista também lembra que é preciso ter atenção com as regas: no verão, o aconselhado é colocar água duas vezes ao dia, e no inverno pode ser a cada dois dias.

Conheça melhor algumas plantas aromáticas e suas características principais, de onde vieram e para quais finalidades costumam ser utilizadas:

Alecrim: Originado da Europa. Indicado para carnes – exceto peixes – e muito usado em molhos e sopas. Deve ser cultivado em solo calcário e bem drenado, e a irrigação precisa ser moderada, a cada dois dias.

Cebolinha verde – É francesa e trazida ao Brasil pelos portugueses. Os talos são utilizados para temperar batatas, omeletes e outros pratos com ovos. Podem ser salpicados em sopas, batatas assadas, purês ou servidos ao natural, na decoração de pratos.

É possível aproveitar as mudas que são vendidas na feira, cortando as folhas para uso culinário e plantando os bulbos.

A cebolinha gosta de solo fértil, rico em matéria orgânica e bem drenado. A irrigação deve ser moderada e diária.

Coentro É originário do sul da Europa ou da África, de onde foi trazido para o Brasil.

Na culinária, folhas e sementes são usadas para dar sabor a peixes, sopas, carnes e embutidos. Consumido especialmente no norte e nordeste brasileiro.

Pode ser cultivado facilmente a partir de sementes, em vasos com solo rico em matéria orgânica, sempre em locais com bastante sol.

Hortelã Planta bastante rústica. O solo deve ser fértil e enriquecido com matéria orgânica. As regas devem ser regulares, deixando o solo permanentemente úmido. O solo para o plantio deve ser rico em matéria orgânica e a planta tolera geadas, em clima muito frio.

Manjericão Natural da Ásia tropical, África e Ilhas do Pacífico. Usado em molhos para massas e carnes, omeletes, ensopados de carnes, peixe, frango e saladas, e até mesmo em doces e licores.

Prefere temperaturas mais altas ou, pelo menos, amenas. Precisa de bastante sol e, quando crescer muito, é necessário podar alguns ramos para ativar novas brotações e obter uma planta mais cheia.

A planta não suporta solo argiloso ou mal drenado, mas a rega deve ser abundante e diária.

Pode atingir de 40 cm a 60 cm de altura, por isso, se plantar em vaso, devem ser maiores.

Orégano – Erva originária do Mediterrâneo, muito usada em peixes, carnes, saladas, molhos e pizzas.

Gosta de ambientes ensolarados e solo leve e arenoso, com boa drenagem. As folhas e pontas de galhos podem ser cortadas para serem usadas fresquinhas, e logo vão surgir novos brotos, que deixarão as plantas mais densas. Fica bem adaptada em vários ambientes e exige pouca água para se desenvolver.

Salvia – É usada para temperar peixes, carnes, queijo fundido e em cozidos, substituindo o louro.

Exige muito sol e pode ser multiplicada facilmente com estacas de galhos. Resiste em baixas temperaturas e precisa ser regada a cada dois dias.  A planta exige o cultivo em solos ricos.

Tomilho – Usado em qualquer prato à base de peixe e carne, antes de ir ao forno, e também misturado em queijos e requeijões.

Para crescer, necessita de bastante sol e de um solo leve e arenoso. Não gosta de muita água e pode ser regado a cada dois dias – quanto menor a umidade do solo, mais cheiroso o tomilho fica.

Conheça as vantagens dos alimentos orgânicos

De 25 de maio a 1º de junho, acontece em todo o Brasil a Semana dos Alimentos Orgânicos. A iniciativa do governo federal tem como objetivo estimular a produção e o consumo dos orgânicos, bem como esclarecer dúvidas da população sobre esses alimentos.

Para que um alimento seja considerado orgânico, deve ser isento de insumos artificiais, como adubos químicos e agrotóxicos, de drogas veterinárias – hormônios e antibióticos – e de organismos geneticamente modificados. Durante o processamento dos alimentos,é proibido o uso de radiações ionizantes (que produzem substâncias cancerígenas, como o benzeno e formaldeído) e aditivos químicos sintéticos, como corantes, aromatizantes, emulsificantes, entre outros. Além disso, o cultivo de orgânicos deve respeitar o meio ambiente, utilizando como base do processo produtivo os princípios agroecológicos, como o uso responsável do solo, da água, do ar e demais recursos naturais.

Para garantir a origem e a qualidade dos produtos industrializados vendidos como orgânicos, existe na legislação brasileira o Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica – SISORG, no qual o Ministério da Agricultura é responsável por credenciar e fiscalizar as entidades que verificam se os produtos orgânicos que vão para o mercado estão seguindo as normas oficiais. Diversas marcas do país já comercializam bebidas, biscoitos, geleias, cafés, grãos e muitos outros produtos que levam o selo “Produto Orgânico Brasil”, o que garante a procedência dos ingredientes utilizados.

 

As vantagens dos produtos orgânicos vão além do meio ambiente. Geralmente mais aromáticos e saborosos, os legumes, frutas, vegetais e temperos cultivados dessa maneira, deixam as receitas ainda mais gostosas. Procure saber os locais em sua cidade onde esses alimentos são comercializados e experimente.

Compostagem transforma resíduos em adubo orgânico

A compostagem é um processo biológico de decomposição, que transforma matéria orgânica – restos de origem vegetal ou animal – em uma mistura rica, que pode ser usada como adubo. Ou seja, as sobras de comida, podas de árvore, serragem, palha e muitos outros materiais orgânicos têm potencial para reaproveitamento, enriquecendo o solo em que serão cultivadas novas plantas.

O processo de compostagem é muito vantajoso, já que a matéria orgânica possui diferentes tipos de minerais. Quanto maior a variedade de materiais utilizados, também será grande a variedade de micro-organismos atuantes no solo. Outras vantagens desse tipo de reciclagem são a redução da contaminação e poluição ambiental e diminuição do lixo destinado a aterros sanitários.

Como fazer uma compostagem

É possível fazer uma compostagem até mesmo em locais onde não há um jardim. Você só precisa de uma caixa de plástico para acomodar os resíduos e alguns outros materiais. Veja abaixo a lista:

  •  Caixa de plástico
  •  Terra seca
  •  Resíduos orgânicos
  •  Estrume
  •  Borra de café

Para produzir o composto, o primeiro passo é fazer furos na caixa plástica. Depois disso, pique os resíduos orgânicos (este procedimento acelera a decomposição). Comece a montagem da composteira colocando um pouco de terra seca no fundo da caixa. Em seguida, coloque uma camada dos resíduos orgânicos. O terceiro passo é colocar o estrume, que fornece micro-organismos para a decomposição dos materiais. Para finalizar, coloque a borra de café, que evitará o aparecimento de mau cheiro e animais ou insetos. Feche a caixa e abra a cada três dias para revirar a terra. Após aproximadamente 2 meses, o composto obtido será ideal para adubar suas plantas. Clique e confira o resultado em vídeo.

 

Hortas urbanas: você já ouviu falar?

Atualmente, muito tem se discutido sobre alimentação. Será possível alimentar a população mundial daqui a algumas décadas? Todos conseguirão manter hábitos saudáveis? Essas questões podem parecer distantes da realidade neste momento, mas já estão sendo desenvolvidas soluções em muitos países. As hortas urbanas, por exemplo, são vistas em cidades como Nova Iorque e São Paulo, incentivando a produção de vegetais orgânicos.

Na década de 90, as hortas urbanas ganharam força em Cuba, impulsionadas pelo colapso da União Soviética, que resultou em uma forte crise de abastecimento de insumos para as monoculturas de Havana. Preocupados com a falta de alimentos para a população, os habitantes da capital cubana começaram a utilizar terrenos baldios e pátios para plantar frutas, legumes e verduras. Com o sucesso da ação, posteriormente o governo do país passou a incentivar as hortas urbanas.

A tendência das hortas urbanas se espalhou pelo mundo e, hoje, são encontradas plantações de 4 mil m² em Nova Iorque. Os espaços destinados às hortas podem ser privados, como varandas de apartamentos, ou públicos, tornando-se comunitárias. Independente da forma como é feita, a horta renderá alimentos frescos e livres de agrotóxicos, além de ser uma prática com foco educacional. Durante o processo, é importante apenas ter atenção em preparar o solo e evitar áreas próximas de ruas muito movimentadas.

O que você achou das hortas urbanas? Veja algumas fotos abaixo de plantações feitas no meio da cidade e um vídeo sobre iniciativa realizada nos Estados Unidos.

Up On The Farm (trailer) from Diane Nerwen on Vimeo.

Saiba como é feita a reciclagem do vidro

O vidro é um dos materiais que tem melhor aproveitamento para a reciclagem – 100% de sua matéria prima é transformada no mesmo material, formando um ciclo infinito, o que o torna sustentável.

Para realizar o processo de reciclagem, primeiramente os materiais são separados por cores: transparente, marrom e verde. Feito isso, os vidros são encaminhados para um triturador, que quebra a embalagem em pedaços, e para lavação, em que restos de rótulos ou conteúdo são retirados. Após esse processo, os cacos são aquecidos e fundidos a uma temperatura de 1300ºC, o que possibilita que o material seja moldado novamente.

Há uma estimativa de que, no Brasil, cerca de 40% das embalagens de vidro sejam produzidas a partir de material reciclado. Essa tendência contribui não só para o meio ambiente, mas também para a economia, pois reciclar o vidro é mais barato do que fabricá-lo. Para que esse processo seja contínuo e as embalagens de vidro não se percam em aterros sanitários ou no lixo comum, é imprescindível que seja feita a separação dos resíduos recicláveis. Fazendo isso, você está colaborando com o reaproveitamento de materiais e com a preservação de recursos naturais.

Apesar de ter alto índice de aproveitamento, nem todos os vidros podem ser reutilizados. Veja abaixo.

Recicláveis:

  • Garrafas de bebida alcoólica e não alcoólica
  • Frascos em geral (molhos, condimentos, remédios, perfumes, etc)
  • Potes de produtos alimentícios
  • Cacos de embalagens

Não recicláveis:

  • Espelhos, vidros de janela, box de banheiro, lâmpadas, cristal
  • Ampolas de remédios, formas, travessa e utensílios de vidro temperado
  • Vidros de automóveis
  • Tubos de televisão e válvulas.

Dia Nacional dos Recursos Naturais Renováveis

No dia 22 de fevereiro é comemorado o Dia do IBAMA e Dia Nacional dos Recursos Naturais Renováveis. O órgão foi criado em 1988, a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, que dedicou um capítulo inteiro para as questões do meio ambiente no Brasil e divide a responsabilidade pela preservação e conservação entre governo e sociedade.

A partir da criação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), 4 órgãos governamentais ligados ao meio ambiente foram fundidos: a Secretaria Especial do Meio Ambiente, a Superintendência da Borracha, a Superintendência do Desenvolvimento da Pesca e o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. O IBAMA passou a ser o único órgão responsável pela gestão ambiental no país, tendo entre suas atribuições formular, coordenar, executar e fazer executar a política nacional do meio ambiente e da preservação, conservação e uso racional, fiscalização, controle e manutenção dos recursos naturais renováveis.

Os recursos naturais renováveis são aqueles que podem ser repostos pelo homem ou pela natureza após sua extração, como água, ventos, sol e ondas do mar. Mesmo que esses recursos sejam produzidos pela natureza e praticamente infinitos, é preciso utilizá-los de maneira sustentável para que não se tornem escassos. Para a plena manutenção do potencial energético que a natureza oferece, o homem precisa ter consciência de que ações indiscriminadas e sem planejamento a longo prazo são armadilhas de consumo. Conservar os recursos já disponíveis é a melhor maneira de garantir que as próximas gerações possam usufruir de todo o potencial e beleza que o meio ambiente oferece e que o homem necessita.